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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Baile dos aposentados e as baladas de hoje em dia




No final de uma tarde de quinta feira, fui para uma tarde dançante em homenagem ao dia do aposentado. Já na entrada ao local, me senti voltando algumas décadas no tempo, banda tocando vestida a carater, pessoas de todas as idades, dançando aos pares, a maioria acima dos sessenta anos, sorrindo, conversando, olhando nos olhos, diversão sem falta de respeito, tudo na maior amizade, nas mesas outras pessoas conversam saboreando salgados e bebidas.
Tudo muito diferentes das nossas baladas atuais, nas quais as pessoas se atracam e se beijam sem saber nem ao menos o nome de quem estão beijando, usando e sendo usadas, essas atitudes se tornaram uma rotina, tudo muito superficial, mentimos nome, telefone, temos medo de nos envolver, expomos nossos corpos e morremos de medo de expor nossos sentimentos, curtimos músicas que depreciam a imagem da mulher, recorremos a drogas para suportar uma madrugada pulando, e muitos apagam de vez, por causa de abusos de substâncias químicas e acidentes de trânsito, muitos destes são fatais.
Hoje nós podemos ir num baile de antigamente e sentir saudade de um tempo que não vivemos, e que parecem mais agradáveis, mas será que no futuro lembraremos com saudade dos tempos atuais? E faremos bailes para relembrar hits como Creu, Eguinha Pocotó e outros de igual teor? E nesses bailes do futuro a gente vai “ficar” sem querer se comprometer?
Não que eu seja contra o “ficar”, até porque cada um faz o que quer da sua vida, eu falo do exagero, ninguém quer passar a vida inteira só “ficando”, às vezes queremos investir num relacionamento, curtir a companhia e companheirismo de uma pessoa não só numa balada, mas para todos os momentos da nossa vida, alguém que saiba nosso nome nosso telefone, nossos gostos e sentimentos...será que é querer demais?

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