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domingo, 15 de novembro de 2009

Apagaram se as luzes, acenderam se as velas!


Ruas escuras, semáforos desligados, buzinas, batidas, metrô e trens parados, ônibus lotados, pessoas em desespero tentavam se comunicar com familiares pelos telefones celulares, nem sempre com sucesso, devido à sobrecarga da rede pelo excesso de ligações. Esse cenário que presenciei em São Paulo poderia facilmente se repetir nos outros 17 estados do Brasil, prejudicados pelo apagão que ocorreu a partir das 22:10 da terça feira 10 de novembro de 2009.

Até o momento a causa desse tormento ainda não foi esclarecida. O governo acredita que a falha poderia ter sido causada por um raio. Especialistas defendem que as três possibilidades de causa foram: defeito físico na rede de transmissão, sobrecarga do sistema e falha humana na gestão do sistema de energia.

A oposição aproveita a oportunidade para comparar esse apagão ao ocorrido em 2001. Mas o que aconteceu naquele ano foi falta de energia nas regiões sudeste e centro oeste, enquanto a região sul tinha energia sobrando, mas a capacidade de transmissão não suportava o fluxo excedente. Dessa vez o problema não foi falta de energia. Mas o sistema é integrado, algo que além de ser econômico tem o ponto negativo de espalhar a falha rapidamente pelo país.

Quem estava na rua correndo perigo nessa situação pouca se importa se o motivo é natural ou estrutural. Pessoas morreram em tentativas de assalto. Muita gente dormiu em terminais de trem com medo da violência nas ruas. Assaltantes promoveram arrastões na região central de São Paulo, perto da estação Anhangabaú do metrô.

Durante o apagão, que em algumas regiões durou até as 04h00 da manhã do dia seguinte, as pessoas buscavam notícias pelo ocorrido no rádio e pela internet, por meio de celulares e notebooks até que as baterias se esgotassem. Quem defendia que um meio de comunicação substituiria outro não contava com a precisão do rádio em momentos como esse. O twitter ferramenta de microblogs da internet, serviu de comunicação principalmente para quem estava no trânsito com celular na mão postando informações que enfrentavam nas ruas.

Os radares funcionaram normalmente, e os cidadãos que correram nos carros com medo de assaltos, vão ter que recorrer e se justificar para a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). Outros depois da falta de energia tiveram que enfrentar os congestionamentos , com as panes nos semáforos e o retorno do rodízio. Em algumas regiões, além da falta de luz, o apagão também causou falta de água, provocada pela paralisação do funcionamento de estações de bombeamento.

As velas que sobraram do dia de finados foram muito úteis para combater a escuridão nos lares , e as que sobraram serão úteis nas nossas orações para que outro apagão desses não nos aconteça tão logo! Pois ainda há muita coisa para se consertar depois desse transtorno...
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