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segunda-feira, 28 de julho de 2008

Peça de teatro: Imperador e Galileu no Sesc Santana de 18 de julho a 24 de agosto de 2008

Uma dica é a peça de teatro: Imperador e Galileu, em cartaz no Sesc Santana de 18 de julho a 24 de agosto de 2008.
Texto de Henrik Ibsen, com o ator Caco Ciocler como Imperador Juliano, que no ano de 360 d.C. declarou a liberdade de religião no mundo, resgatou o culto aos deuses pagãos e foi considerado apóstata pela igreja católica.
Sextas e sábados, às 21h; Domingos, às 19h30
O Sesc Santana fica na avenida Luiz Dumont Vilares, 579 próximo à estação Parada Inglesa da linha 1 - Azul do metrô.

Mais informações
Ttelefone: 11 2971-8700
Fax: 11 2971-8787
E-mail: email@santana.sescsp.org.br ou pelo site http://www.sescsp.org.br/

A dor como processo de fabricar beleza e arte

Um dia recebi um e-mail e li uma estória de como foi composta a música Flor de Lis do cantor Djavan, que teve uma esposa chamada Maria que estava grávida de Margarida, um problema no parto, a tentativa de salvar mãe e filha que não resistiram e faleceram. Algo triste que se encheu de beleza e se eternizou nos seguintes versos:
Será, talvez, que a minha ilusão, foi dar meu coração com toda força, pra essa moça me fazer feliz, e o destino não quis me ver como raiz de uma flor de liz/E foi assim que eu vi nosso amor na poeira, poeira/ Morto na beleza fria de Maria/ E o meu jardim da vida ressecou, morreu /Do pé que brotou Maria, nem Margarida nasceu
Desde que li essa história sempre penso nessa história real que Djavan protagonizou e comecei a pensar em outros exemplos de dor transformada em beleza e arte, como os quadros da pintora mexicana: Frida Kahlo, inspirados em fatos tristes de sua vida como um acidente que fez com que ela passasse por inúmeras cirurgias e ficasse muito tempo de cama, esse acidente impediu Frida de ser mãe, ela teve dois abortos naturais e chegou a pintar desde ela mesma usando um colete ortopédico com sua coluna cheia de pregos até mesmo um de seus filhos falecidos.
Uma das frases de Frida Kahlo é "pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade".
A partir da dor de Frida seus quadros ficaram conhecidos mundialmente.
Para quem quiser conhecer um pouco mais da vida de Frida e suas obras, uma dica é o filme Frida interpretado por Salma Hayek.
Por fim encontrei mais uma argumento em um livro do escritor Rubem Alves: “Ostra feliz não faz pérola” no qual ele diz que: “pessoas felizes não sentem a necessidade de criar. O ato criador, seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. Não é preciso que seja uma dor doída. Por vezes a dor aparece como aquela coceira que tem o nome de curiosidade”.
E você já usou sua dor para fazer algo útil? Seja um livro, uma música, um quadro, um blog...

Aline Kátia Melo

Histórias de vida após um AVC – Acidente Vascular Cerebral


“O Escafandro e a borboleta” é o nome do filme que conta a história real do francês Jean Dominique Bauby, editor da revista Elle, que após um AVC (acidente vascular cerebral), ficou em coma por alguns dias e despertou com a síndrome do locked in, ele estava consciente e não teve nenhum dano em sua capacidade intelectual, porém seu corpo não reagia, a única coisa nele que funcionava era o olho esquerdo, e assim ele começou a se comunicar com piscadas, uma piscada para “dizer” sim e duas para “dizer” não, posteriormente sua ortofonista, uma das pessoas que cuidava dele, resolveu aumentar as possibilidades de comunicação de Bauby e começou soletrar letras de acordo com a freqüência de uso e pedia para ele piscar e formar palavras, e assim ele que possuía um contrato com uma editora antes do acidente, "ditou" um livro sobre a vida dele e morreu dez dias após sua publicação no ano de 1997.
Anos atrás, li um livro chamado “Sem asas ao amanhecer”, de Luciana Scotti, uma jovem de São Paulo que vive uma situação parecida desde o dia 02 de maio de 1994, quando aos 22 anos de idade, a farmacêutica desmaiou enquanto escovava os dentes e foi levada para o Pronto Socorro de Santana, assim como Jean Dominique, ela sofreu um AVC, provocado pelo uso de pílula anticoncepcional e cigarros, um caso raro para a idade dela, que a deixou muda e tetraplégica, Luciana também transformou sua história de vida em livro, digitado com apenas um dedo, anos depois escreveu um segundo livro: “A doce sinfonia de seu silêncio”, na época já digitava com três dedos, seu segundo livro foi um romance real no qual ela era a protagonista cheia de vida e sonhos e deixava para trás a Luciana triste e revoltada do primeiro livro. O terceiro livro de Luciana foi sua tese de mestrado: “Envelhecimento cutâneo à luz da cosmetologia”, ela fez mestrado e doutorado após o acidente. Luciana também se comunicava com uma placa contendo o alfabeto na qual ela apontava letra por letra para formar palavras.
Tanto nos livros de Luciana como no filme sobre Bauby, são mostrados os desafios dos dois de seguirem suas vidas sem movimentos físicos, embora ambos estivessem submersos num turbilhão de sentimentos e pensamentos em si mesmos, as dificuldades e preconceitos que enfrentaram, mas também falam de asas, de borboletas, transformações, sonhos...
Quem quiser conhecer mais sobre Luciana Scotti pode acessar o site: http://lscotti.atspace.com/autora.htm
Aline Kátia Melo
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