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segunda-feira, 7 de março de 2011

Texto de homenagem aos professores na colação de grau


Eu lendo o esse texto abaixo durante a minha primeira colação de grau

Prezados colegas, pais, amigos e professores, nessa noite encerramos um ciclo de nossas vidas, para que outros ciclos recomecem!
Se estamos aqui nessa noite celebrando essa conquista, devemos grande parte dela aos nossos pais, amigos, familiares e principalmente aos professores, alguns deles aqui presentes.
O que posso falar a respeito dos nossos professores?
Poderia elogiar todas as graduações e pós-graduações que eles conquistaram.
Poderia falar do método particular de ensino de cada um.
Poderia falar das frases que nos farão lembrar deles para sempre: but...forever but...long long time but, força e coragem!
Poderia falar das inúmeras culturas e personalidades que nos apresentaram durante as aulas, as viagens que fizemos sem sair do lugar, os filmes, os livros, as músicas e até os exercícios do blackboard.
Poderia falar do quanto nos orientaram em nosso Trabalho de Conclusão de Curso.
Poderia falar do quanto nos ajudaram a resolver diferenças em sala de aula.
Mas jamais poderia esquecer de como eles foram um pouquinho de tudo para todos nós nesses últimos anos:
- nossa família, quando passaram boa parte do dia ao nosso lado e ainda nos aconselhavam.
- nossos amigos, quando compartilhavam nossas conquistas e torciam por nós.
Eram nossos médicos, quando nos ajudaram a nos recuperar nos trabalhos, provas e exames.
- nossos sacerdotes, quando nos auxiliaram a restaurar a fé em nós mesmos, em nossa capacidade de aprender.
- nossos arquitetos, ao nos transmitirem seus conhecimentos - construíram parte do nosso saber.
- nossos empregadores, quando nos ensinaram como devemos ser no atual e competitivo mercado de trabalho
E certamente, foram nossos professores que além de ensinar as matérias, nos ensinaram a pensar, questionar, a viver sempre em busca do conhecimento, porque ele nunca é estanque ou esgotável. Essa atitude nos remete a frase de um pensador da China chamado Kwantzu que disse o seguinte: “Quem planeja em curto prazo, deve cultivar cereais; em médio prazo, plantar árvores; em longo prazo, ensinar pessoas”.
Resumindo: nossos mestres foram exemplos para todos nós. Investiram em nós, e tal como ainda em outro provérbio chinês, do sábio Confúcio que diz: “Diga-me e eu esquecerei. Mostre-me e eu talvez me lembre. Envolva-me e então eu compreenderei”. Foi esse envolvimento de cada professor, que à sua maneira, de forma especial contribuiu com a nossa caminhada, por isso, todos eles estarão guardados em nossos corações e em nossas memórias.
É com grande satisfação que agradecemos o empenho de todos para que caminhássemos, e com a benção de Deus seguiremos na estrada da vida como amigos fortalecidos pela troca de conhecimento e amizade.

Lembranças da minha primeira colação de grau


Depois de todo o sacrifício de 3 anos para me formar em um curso superior com bolsa, que exigia trabalho voluntário durante todos os finais de semana, o estágio e as aulas, chegou o grande dia da colação de grau. É algo simbólico sim, mas é importante sentir que você atravessou mais uma fase, mesmo que nessa noite você receba um canudo vazio, e o verdadeiro diploma sairá depois de noventa dias.

Não tem preço sentir aquela chuva de papel laminado, jogar o capelo para cima, usar a beca (mesmo que você tenha que deixar um cheque caução no valor de R$200,00, que você pega de volta no final da cerimônia quando devolve a roupa inteira sem danos)

Sempre estudei em escola pública, fiz faculdade privada com bolsa. Não fiz formatura de colegial, só fiz a do prezinho banguela, com um vestido simples e uma trança embutida, mas essa história fica para outro dia...

Moro na zona norte, nunca tivemos carro, fomos de táxi para o local da colação, que ficava na zona sul meus pais, uma das minhas melhores amigas e eu, por alguma razão minha irmã não quis ir.

Chegando ao local, era permitida a entrada de câmeras fotográficas. Oba! Não terei que pagar caro por fotos das empresas de formatura. (E até hoje 5 anos depois nunca vi essas fotos oficiais!).

As colegas de sala posando para fotos e a minha família desaparece, deixei de sair em várias fotos legais porque estava procurando minha família.

Tingi o cabelo, e ele ficou mais claro do que eu esperava. Comprei um anel que só usei nesse dia, minha mãe não gosta de tirar fotos, saiu de cara feia em todas, o que custava fazer mais um esforço por mim por algumas horas?

Paguei um mico ao perguntar para uma menina sentada ao meu lado se ela estava grávida. E ela respondeu: “Não, sou gordinha mesmo”. Eu morri de vergonha e outra menina sentada perto olhava para mim e ria, lembro que sentamos em ordem alfabética para facilitar a saída na hora de pegar o canudo.

A Shirlei fez o juramento do profissional de secretariado. A Rosa leu uma homenagem aos alunos. Eu com voz embargada, li uma homenagem aos professores que postarei a parte.

Mas a volta para casa que reservou surpresas. Voltamos de ônibus, pegamos três ao todo, e no percurso, pessoas simples ao me verem no ônibus com o canudo e o capelo vinham puxar assunto comigo, me parabenizavam pela minha conquista, me diziam que queriam voltar a estudar. Essas pessoas ao me verem, sentiram que os sonhos delas também eram possíveis!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Uma entre tantas burocracias na rotina de um assistente administrativo

Era uma vez uma assistente administrativa. Uma área lhe solicita a entrega de um documento em outro prédio, com retorno da pasta e da cópia protocolada. Eis que aparece a pessoa para quem a carta era destinada. Ela, com intenção de ajudar, pede que o próprio leve a carta, que era destinada à ele. A estagiária dele poderia devolver a pasta e a cópia protocolada no dia seguinte, pois sempre vão e voltam documentos desse local.
No dia seguinte, a assistente da área solicitante quer que o chamado seja reaberto, pois traz a pasta de volta e quer a mesma seja entregue no mesmo dia, pois no dia anterior a chefe da área solicitante encontrou o destinatário da carta e pediu para ele devolver a pasta, para que a mesma fosse entregue para a estagiária dele no prédio.
A assistente ainda com intenção de ajudar telefona na área de Tecnologia da Informação, sabendo a resposta, mesmo assim ela liga e repete a resposta que ouviu, não para ela, mas para a assistente da área solicitante saber que o chamado não tem como ser reaberto depois de fechado, e que a única alternativa era abrir um novo chamado.
A assistente fica nervosa e diz que o que ela havia feito foi com intenção de ajudar, que ela nunca quis criar nenhum problema.
Por sorte ela consegue que alguém vá levar a pasta, do jeito que a área pediu.
A assistente se pergunta, se a assistente da outra área estava com tanta pressa por que ela não devolveu a carta no dia anterior para que ela agendasse com antecedência a entrega para hoje?
Por que o destinatário não poderia levar uma carta endereçada à ele mesmo? Os braços dele cairiam com esse gesto?
As pessoas não querem que as coisas sejam feitas da melhor forma, algumas só querem que as coisas sejam feitas sempre exatamente como elas pediram.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Lembranças da faculdade


A foto acima é do nosso evento que durou três dias

Faculdade é um lugar incrível. Salas de aulas têm um poder de juntar tantas pessoas diferentes, unidas por um objetivo comum: um diploma que abrirá ou consolidará o caminho de uma profissão!
Lembro dos meus primeiros dias na Faculdade Sumaré, no curso de Secretariado Executivo, um curso com maioria feminina. Dos três homens da sala, apenas um se formou, e nem foi na mesma turma.
No auditório recebemos as boas vindas com o vídeo: “Use Filtro Solar”
As primeiras aulas, os primeiros contatos com os professores, os primeiros eventos.
Lembro do quadro branco, do cheiro do pão de queijo quentinho, das aulas de matemática nas manhãs de sábado no primeiro semestre. A gente conversava sobre quantas horas dormiríamos a mais se passássemos lá a noite de sexta para o sábado.
Ao longo do curso tivemos aulas de inglês, espanhol, psicologia, direito, administração e outras disciplinas... Professores que amavam o que faziam e nos estimulavam a aprender mais e mais. Assim o que era novidade começa a se tornar uma rotina: trabalhos, provas, férias, rematrículas...
Organizamos um evento de dia da secretária que durou dois dias. Toda a sala trabalhando em conjunto em várias comissões, do coffee break à arrecadação de brindes. Lembro de ter feito parte da equipe de comunicação, convidando outras salas em outras unidades da faculdade para participarem do nosso evento, que sem modéstia nenhuma foi perfeito!
Você faz amigos, colegas, conhecidos, seja por afinidade, por morarem perto, por pegarem ônibus e metrô juntas ou qualquer outro critério. Tem dias que rolam discussões, afinal são mais de trinta mulheres juntas, impossível concordarmos com tudo o tempo todo.
E, de repente, o fim se aproxima, chega a hora do temido TCC, trabalho de conclusão de curso. E depois que ele passa vem a colação de grau. Você finalmente recebe aquele diploma suado que falei no início do texto. Então você vai para a casa, não tem mais a obrigação de estar naquele lugar, naquele horário. E rever aquelas pessoas já não é mais tão fácil, mas acontece.
E é tão bom reencontrar amigas de faculdade! Aquelas pessoas que convivemos durante três anos ou mais, que dividimos pedaços de lanche, sorrisos, lágrimas. O encontro pode ser presencial e cheio de abraços, pode ser virtual cheio de emoticons e exclamações. Quantas coisas mudam: tem gente que casa, descasa, vira mãe, muda de emprego, muda a cor do cabelo, vai para outro país, algumas voltam, outras não. O que não muda é a alegria de estar em contato com pessoas que um dia foram importantes nos nossos caminhos.
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