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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Em caso de simulação de incêndio leia esse texto

No último dia útil do mês de fevereiro, por volta das três horas da tarde, num edifício na Alameda Santos houve uma simulação de evacuação do prédio, promovida pela brigada de incêndio, que conta com a participação de membros de todos os 20 andares. O procedimento não foi avisado pessoalmente, mas havia avisos colados perto das escadas de emergência.
Então você já imaginou quantos minutos se leva para esvaziar um prédio de 20 andares? Eu, que trabalho no primeiro, ouvi o alarme e demorei para sair porque estava em atendimento anotei telefone de retorno e informei que estávamos passando por essa simulação e que em retornaria o contato, coisa que não eu teria feito em caso de incêndio, desligaria e sairia o mais rápido possível.
Há um caminhão de bombeiros parado na calçada, pessoas da brigada com capacetes registrando tudo em fotos. Mesmo sendo algo necessário para saber como se portar numa eventualidade dessas, pessoas que se recusaram a sair de seus postos de trabalho, outras que desceram e ficaram paradas em frente ao edifício, o que deveria ser evitado num incêndio real, que faria os vidros caírem quebrados pelo calor das chamas, o cuidado que as pessoas apavoradas devem ter ao atravessar a rua, muitas questões a serem pensadas como: a falta de escadas do lado externo do edifício, evitar o pânico, não utilizar o elevador e organizar a descida pelas escadas em todos os andares...
Sempre tem gente dando risada, brincando, gente que não desceu e ficou pendurando boneco da janela simulando que iria se atirar e gente embaixo gritando: Pula! Pula! Pula!
E eu, mesmo numa simulação me senti ansiosa, imaginando casos reais e torcendo para nunca passar por algo assim na realidade...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Baile dos aposentados e as baladas de hoje em dia




No final de uma tarde de quinta feira, fui para uma tarde dançante em homenagem ao dia do aposentado. Já na entrada ao local, me senti voltando algumas décadas no tempo, banda tocando vestida a carater, pessoas de todas as idades, dançando aos pares, a maioria acima dos sessenta anos, sorrindo, conversando, olhando nos olhos, diversão sem falta de respeito, tudo na maior amizade, nas mesas outras pessoas conversam saboreando salgados e bebidas.
Tudo muito diferentes das nossas baladas atuais, nas quais as pessoas se atracam e se beijam sem saber nem ao menos o nome de quem estão beijando, usando e sendo usadas, essas atitudes se tornaram uma rotina, tudo muito superficial, mentimos nome, telefone, temos medo de nos envolver, expomos nossos corpos e morremos de medo de expor nossos sentimentos, curtimos músicas que depreciam a imagem da mulher, recorremos a drogas para suportar uma madrugada pulando, e muitos apagam de vez, por causa de abusos de substâncias químicas e acidentes de trânsito, muitos destes são fatais.
Hoje nós podemos ir num baile de antigamente e sentir saudade de um tempo que não vivemos, e que parecem mais agradáveis, mas será que no futuro lembraremos com saudade dos tempos atuais? E faremos bailes para relembrar hits como Creu, Eguinha Pocotó e outros de igual teor? E nesses bailes do futuro a gente vai “ficar” sem querer se comprometer?
Não que eu seja contra o “ficar”, até porque cada um faz o que quer da sua vida, eu falo do exagero, ninguém quer passar a vida inteira só “ficando”, às vezes queremos investir num relacionamento, curtir a companhia e companheirismo de uma pessoa não só numa balada, mas para todos os momentos da nossa vida, alguém que saiba nosso nome nosso telefone, nossos gostos e sentimentos...será que é querer demais?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O machismo no dia a dia nos nossos lares

Maria teve dois filhos Luciana e Lucas, Luciana foi criada ajudando em casa e cuidando do irmão, Lucas foi criado sendo servido pela mãe e pela irmã, Luciana começou a trabalhar cedo e dava todo seu salário para sua mãe, Lucas foi crescendo sem trabalhar, sem fazer nada, nem o próprio prato de comida, que sempre era feito por uma das duas. Recentemente Lucas engravidou a namorada. A mãe e a irmã de Lucas ficaram surpresas com a nóticia, porque para elas, ele é apenas uma criança. A mãe dele pegava tanto no pé da irmã e o deixava pensando que ele sabia se cuidar, ou quem sabe, na cabeça dela tinha aquela sentença:"prendam suas cabritas que meu bode está solto". Afinal se fosse a filha que engravidasse era uma boca a mais dentro de casa, seria um escândalo, mas o filho engravidar alguém não era tão grave assim...
Em outra casa não muito distante Adriana e João são pais de Marta e Pedro, Marta quatro anos mais velha também cuidava do irmão e continuou cuidando mesmo depois dele ter crescido, Pedro sempre podia saber de casa à vontade com seus amigos, enquanto Marta tinha que convencer os pais a deixá-la sair uma semana antes de qualquer festinha...Marta vai casar e está com pena da mãe dela que vai ter que cuidar da casa sozinha já que Pedro nunca fez nada e não seria agora que começaria a fazer... Pedro tem tudo na mão e ainda reclama da vida, não trabalha, largou a escola e fica na rua o dia todo.Marta disse que ao se tornar mãe não criaria seus filhos de um modo diferente por causa do sexo, independentemente de ser homem ou mulher, é um ser humano e deve aprender a se cuidar sozinho, pode ser que um dia ele queria morar sozinho ou viajar pelo mundo, então seria útil que ele soubesse se cuidar e seria útil para ela que o filho pudesse ajudá-la com as tarefas, se tiver mais de um filho dividiria as tarefas por igual e conversaria de sexo , gravidez, prevenção de doenças, escola, trabalho, tudo com os dois.Hoje ela e sua mãe se sentem culpadas em terem protegido tanto o Pedro...
Essas historinhas podem estar acontecendo nesse exato momento com algum conhecido seu... as pessoas reclamam do machismo e o alimentam diariamente na educação dentro de seus lares...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Memórias do desemprego...

Em 2008 estive desempregada por dois meses e meio, mas para mim pareceu uma eternidade, na qual me deparei com todo tipo de sentimento e percepções sobre o mundo e as pessoas.
No começo eu estava alegre de ter saído de um lugar que eu não estava me sentindo bem para buscar uma oportunidade de atuar na área da minha faculdade de secretariado, que cursei em três anos suados com bolsa, estágio e trabalho aos finais de semana.
Entretanto, o tempo foi passando, e me mostrou que entrar na área seria mais difícil do que eu imaginava, eu só tinha experiência como estagiária.
Além de procurar vagas na minha última colocação como auxiliar administrativo, buscava vagas de secretária e passei a buscar também estágio no curso de jornalismo, algo que não é fácil de se conseguir no segundo semestre de curso...
Independente da vaga, a busca e as entrevistas eram quase todas iguais, passei por mais de 26, sem contar as que deram em duas ou mais fases...
Já tinha uma redação pronta sobre minhas experiências profissionais, já estava íntima dos testes de personalidade como o Quati, dinâmicas de grupo, preenchimento de enormes fichas, acordar cedo, andar pelas ruas do centro de São Paulo distribuindo currículos em várias agências, em vários andares, em vários prédios, almoçando algum salgado da rua, contando trocados para as conduções e tempo nas lans houses enviando currículos...
Paguei um site conhecido no qual me candidatei para vagas furadas: uma delas era uma empresa de fundo de quintal, cujo chefe não era brasileiro, e me atendeu de chinelo e meia...
Outro dia estava aguardando a seleção para uma vaga que era não era muito boa, comecei a conversar com uma menina simples, ela tinha acabado de sair de uma metalúrgica, ao sermos questionados se queríamos desistir da seleção, ao ver essa moça desistir eu também desisti, pois se ela se achava capaz para algo melhor eu poderia pensar assim também! Esse monte de testes tinha levado minha auto estima ao chão!
Outra roubada foi uma "entrevista" longe de casa, fui para o local para saber sobre as atribuições da vaga e a remuneração, porém fui colocada numa sala com duas candidatas mais jovens e simples, eu que era formada, nos pediram para ler e falar destrava línguas, aquilo foi a gota de água para mim, com um diploma de curso superior mafagafar mafagafos em busca de uma vaga, que nem era para uma pessoa formada!
Saí de lá sem saber nada sobre a vaga, pensando na desconsideração que existe pelos desempregados, que gastam conduções para procurar uma vaga, e não para serem tratados como idiotas.
Outra situação constrangedora é aguardar as prometidas ligações de retorno após uma entrevista, a maioria mentiu dizendo que ligaria, foram poucas verdadeiras que abriram o jogo dizendo que só entrariam em contato com os aprovados.
Essa dificuldade toda foi antes de explodir essa crise mundial, imagine só procurar emprego agora...
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