Contador grátis

terça-feira, 2 de maio de 2017

Como sair do looping tentativa-erro encontrando infinitas possibilidades

Fui até uma casa lotérica pagar uma conta. Quando cheguei vi que estava sem sistema. Saí da fila, sentei, tomei uma garrafa de água enquanto esperava. Minutos depois voltava para ver se o sistema voltou. Estava num looping de ir e voltar na mesma lotérica e nada do sistema voltar. E até então estava tudo bem, não tinha pressa. 
Pensei se era algo geral, ou se era só naquela lotérica. Para saber precisaria ir em outra para ver. Aí decidi ir em outra mais próxima. Enfrentei uma ladeira. Cheguei na outra lotérica, outra fila, e minutos depois consegui pagar a conta. 
Consegui sair do looping que a minha atitude tinha me colocado por alguns minutos. Em algumas coisas práticas, menores, as vezes é tão fácil perceber que estamos brigando com a realidade, até lembrar que o mundo é maior, que existem outras lotéricas, aceitar mudar o plano, andar um pouco mais, tentar outras vezes em outros lugares. Relembrar que existem outras opções. Relembrar das infinitas possibilidades, não só como slogan que vende carros. Tem outro slogan para vender carros que fala para encontrar novas estradas. 
Eu só preciso encontrar um jeito de levar essa experiência para outras áreas da minha vida...

sábado, 29 de abril de 2017

O que te motiva a levantar da cama todos os dias?

Vi na cena de um filme um homem dizer que a música era o que fazia ele levantar e encarar cada dia.
Deitada tentando dormir eu fiquei pensando que não tinha nada que me fizesse levantar, porque eu tenho algo que às vezes, não me deixa nem sequer dormir. Aí eu lembrei, talvez seja escrever quando dá vontade, transformar as inquietações em palavras, e ver se tem mais alguém sentindo o mesmo por aí. Às vezes eu me sinto uma farsa por ser jornalista e não conseguir escrever sempre, produzir em volume, em escala, em quantidade. Sinto crescer uma obrigação de ter que conseguir transformar palavras em dinheiro para sobreviver, porque não me vejo mais trabalhando como antes sendo auxiliar, assistente de coisas sem significado para mim. Foi algo que consegui fazer por treze anos, mas não me vejo fazendo até completar quarenta e nove. Então tenho que encontrar uma nova alternativa de sobrevivência...

segunda-feira, 27 de março de 2017

Celebridade periférica

Hoje uma conhecida do bairro me viu no ônibus e disse que me viu na TV. Ela disse que falou para o marido que me conhecia e eu era do bairro e o marido dela duvidou rs
Uma mulher da periferia na televisão assusta quando não aparece no contexto de vitimização que infelizmente a grande mídia nos destina diariamente...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Filosofia de faqueiro

Eu tenho uma faca preferida para abrir coco verde. Ela tem o cabo branco e a ponta afiada. Isso significa que vou procurar por ela, mesmo suja, e quando outras estão limpas e disponíveis. Hoje usei ela de manhã. Depois ia usar de novo, procurei por ela duas vezes, mas não a encontrei. E pensando como podia estar acontecendo isso, já tinha usado ela horas antes, ela não deveria estar longe. Superei esse mistério e desconforto, usei outra faca para a tarefa. Fiz e tive um resultado satisfatório, apesar de tudo que pensei antes de arriscar usar outra faca. Depois que usei voltei para a pia. Movimentei os itens e encontrei minha faca preferida, que não tinha visto antes, quietinha debaixo de um pratinho, como se tivesse brincado de esconde esconde comigo. Ela quase disse "achou!". Ela me ajudou a cortar um hábito. Me mostrou que dá pra fazer as coisas direito com as outras facas também. Dá pra fazer certo, mesmo que não seja exatamente do jeito que pensei antes, se conseguir abrir mão e escolher de novo qualquer coisa, até mesmo uma faca

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Objetos que falam...

Um dia ao fechar a caixa de eletricidade da sala notei que a tampa estava um pouco torta, deixando a mostra alguns centímetros de tinta de parede na cor rosa. A parede da casa que moro há quase onze anos, que sempre vi na cor branca. Quando as coisas saem um pouco do lugar, a gente pode acessar um passado remoto e desconhecido. Eu não sei quem morou aqui quando essa parede foi cor de rosa. Mas sabia quem pintou ela na cor branca tantas vezes. A gente pode deixar marcas físicas no pequeno mundo dos nossos lares, onde passamos a maior parte do tempo. O arame que ajuda a prender a estante na parede. Reparar a direção do pincel na tinta que está na parede. Reparar aquela parede do canto que a pintura não terminou. Os remendos da porta sanfonada do banheiro. O corrimão improvisado no caminho dos quartos. As grades colocadas nas janelas para deixar a casa mais segura. Os trincos das portas. Os quatro tipos de piso diferentes usados no quintal. As ferramentas e bagunças da garagem. As telhas que acolhem a chuva que cai nesse momento. Um boné manchado pendurado na parede do quintal, pronto para usar na hora de uma pintura. Um par de chinelos na garagem, ambos não saem do lugar e vão ganhando camadas de poeira. Até que um dia alguém consiga jogar fora esses dois últimos objetos, testemunhas de uma ausência que já completou um semestre...

sábado, 17 de dezembro de 2016

Minha Experiência de Sucesso

Começou em 14/08 quando comprei ingresso para evento que seria em 08/10 no estádio do Morumbi. O evento foi adiado para 17/12. E no começo desse mês o local foi alterado para o Anhembi.
O meu desafio pessoal é lidar com situações que envolvam grandes volumes de "cerumaninhos" por metro quadrado. Desde que confirmei a compra ficava pensando nisso. Quando era no estádio ficava pensando na previsão do tempo, é quase verão, pode chover, pode ter temporal. Antes de mudar o local pensava o qual distante era o Morumbi, e sair de lá 22h e voltar para o extremo norte... Eram muitas pré ocupações, mas fui fazendo outras coisas, dizendo para mim quando chegar o dia e a hora eu vejo como vai ser. Deixei para imprimir o pré credenciamento dois dias antes. Comprei um ingresso só contando que iria sozinha e tudo bem. Mas na reta final apareceu a companhia da Kátia Flora. Antes de sair de casa, uma dor de barriga daquelas. O tal dia chegou, é hoje. Nem quis comer em casa com medo de um "movimento passe livre intestinal". Comi uma maçã. Encontrei a Kátia no metrô. Pegamos a lotação. Chegamos ao local 13:30, para evento que começaria às 15:00. Foram 40 minutos no sol até a fila entrar, tranquilos. Nada de frio na barriga, exceto quando vi o preço do hot dog/ pastel/ pipoca a dez reais cada, garrafa de água a cinco, picolé de frutas a seis reais. Senti fome e me alimentei sem medo de ter um piriri. Hora de procurar um lugar para sentar. Sentamos atrás de uma área mais cara que estava mais vazia. As palestras começaram. Disseram que eram mais de dez mil pessoas! E eu consegui estar ali sentada em paz, sem coração acelerado, sem crise de pânico, sem vontade de fugir. Só quem já sentiu sabe como é opressor passar por isso. Entre dez mil cerumaninhos, ouvindo alguns, ouvindo a mim mesma, ouvindo meu coração. Tendo aqueles momentos de fechar os olhos e estar ali comigo ouvindo aquelas histórias, me emocionando com elas, chorando, rindo, aplaudindo, relembrando...

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

5 meses de luto #pai

No dia 13 completou cinco meses que meu pai se foi 
Contados como uma gravidez inversa
Seu corpo voltando para a terra
O luto também é uma luta contra o medo do esquecimento
É um deixar ir aos poucos as dores, dúvidas, inconformismos
É segurar esperanças, memórias, virtudes
É buscar aceitação, entendimento, novos sonhos, novos sentidos
É buscar um renascer diário no coração
É descobrir um novo significado para palavras como amor, saudade, distância, felicidade, gratidão...
É vê-lo em mim, no formato dos meus olhos, nas veias saltadas, na teimosia
É me sentir irmã na dor, de todos e todas que passaram por isso
Lidar com a primeira grande perda sem me perder...
Ocorreu um erro neste gadget

Which Grey's Anatomy Character Are You?