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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Alagoas me alagou de amor


Cada paisagem, cada fruta, cada prato caseiro.
Depois de tantos anos voltar a essa terra e tê-la como um lar por duas semanas.
Muitas coisas que nem a melhor câmera fotográfica conseguiria registrar, porque tem que entrar pelos olhos e ir direto ao coração.
Lua brilhando no mar, lua no ceu do sítio.
O por do sol no interior.
A sinfonia dos grilos.
A cidade que fica parada e silenciosa assim que o sol se põe às 18:00.
O leite fresco e espumoso das vacas.
O doce de leite feito na hora.
Vagalume brilhando no mato. Frutas e legumes no pé.
O gosto do bolo de macaxeira.
Os oratórios das casas do interior, das capelas com Padre Cícero até as igrejas evangélicas que vi em pelas ruas me mostrou a fé do seu povo.
O mar e seus tons verdes e azuis encontrando o céu.
As ondas que me acalentaram.
O sol que dourou a minha pele.
O vento que revirou meu cabelo com carinho.
O verde da roça agradecendo a chuva recebida.
A recepção calorosa das pessoas.
A presença das pessoas que partiram nos objetos e legados que deixaram.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Mulheres conversam sobre filhos no ônibus enquanto se equilibram voltando para suas casas

No ônibus cedi o meu lugar para uma moça jovem com duas crianças pequenas, uma menina e um menino, este parecia um ano mais velho que a irmãzinha. A moça jovem ainda revelou que tem um terceiro filho com 15 anos. Ela parece ter 20 anos mas tem 31. Ela foi dizendo que acorda às 04:30 para fazer comida, se ajeitar, arrumar as duas crianças pegar ônibus, deixá- las, ir trabalhar. Algumas horas mais tarde sair do trabalho, pegar as crianças, pegar o ônibus para casa e quando chegar vai fazer a janta, alimentar as crianças, dar um jeito na casa, etc...
Enquanto a jovem mãe ajeitava os dois filhos no colo, apareceu uma senhora, que observando a cena, disse que ela também teve essa vida de andar de ônibus com dois filhos, e hoje eles já casados e com seus próprios filhos nem sequer a visitam. A senhora contou que foi casada muitos anos, sofreu violência doméstica por décadas para não perder o imóvel. O homem que tanto a maltratou morreu atropelado e tinha sido enterrado como indigente até a filha identificá-lo depois de meses desaparecido.
Duas vidas de mulheres mães na periferia, que me foram narradas no ônibus nosso de cada dia. Aqueles momentos que o aperto e desconforto momentâneos ficam pequenos diante de todo o contexto...

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Política e religião Política e Relacionamento Amoroso

Política e religião 
Política e religião parecem regidos pela mesma força: a espera de um messias salvador. Alguns acham que só o seu partido e só sua religião estão corretos. E o resto é do Demônio/ também cabe trocadilho com Democratas. Falando sério religiões e partidos são criações humanas, e como tais, passíveis de falhas. As duas tentam unificar fé e interesses de muitas pessoas completamente diferentes! Parece que as pessoas esqueceram parte desse processo, que é ter atitudes de acordo, fazer a sua parte no dia a dia, sem responsabilizar unicamente Deus e o candidato que estiver no poder por tudo! Faça a sua parte!

Política e relacionamento amoroso
Disseram que o governador no estado de São Paulo "não tem tesão".
Então imagino que o perfil de seus eleitores são como uma mulher que mesmo com um parceiro deixando a desejar teme voltar para a pista, porque não há candidatos superiores. Parece que todos são mais do mesmo.
O candidato eleito deixa a relação se desgastar na seca, na mesmice. Aí ela mantêm aquela relação morna em apego aos anos que viveram juntos.Acreditando ingenuamente que qualquer dia ele vai lembrar das promessas de namoro e cumprí-las uma a uma... Até que um dia ela conheça outro candidato e decida arriscar! São Paulo não se arrisca há décadas!

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Matéria no Blog Mural sobre o monólogo Barraco de Pedra

Em 14/08 o Coletivo Favela Em Cena apresentou o monólogo "Barraco de Pedra" na Fábrica de Cultura do Jaçanã. Para ler o texto completo clique aqui

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Construindo uma casa, construindo um bairro

Crônica que escrevi no site Nós, mulheres da periferia sobre o sonho da moradia própria na periferia, a partir das minhas vivências em família e as que vi bem de perto..."Há programas de televisão que reformam uma casa em uma semana. Mas a realidade na periferia é que a construção e o acabamento da casa própria podem levar anos a fio". Para ler a crônica completa clique aqui

sábado, 31 de maio de 2014

Como cuidar de animais de estimação na periferia de SP


Neste texto contei como cuidei da saúde do meu gato Mion. Veja o texto completo aqui

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Lixo, consumismo e rolezinho são temas de peça de teatro na zona norte

Durante o mês de maio, um grupo de teatro da Ong Mudança de Cena apresenta a peça “Consumidos”, em vários locais da zona norte de São Paulo, trazendo uma reflexão sobre o consumo. Para ler o texto completo clique aqui

quinta-feira, 1 de maio de 2014

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Cada lugar tem seu monumento Jova Rural

Um dia vi essa imagem de outro bairro e resolvi fazer uma da Jova Rural bairro onde moro e postei na página do bairro que eu criei https://www.facebook.com/JovaRural
O resultado foi 183 compartilhamentos e 8.544 visualizações

sexta-feira, 28 de março de 2014

segunda-feira, 17 de março de 2014

Blog Mural: Empresa instala novo modelo de ponto de ônibus na zona norte de SP

O modelo de ponto de ônibus foi instalado no bairro de Jova Rural, para ler a matéria completa clique aqui

sábado, 8 de março de 2014

Artigo Nós, moradoras da periferia, escrito pelas jornalistas Aline Kátia Melo, Bianca Pedrina, Cíntia Gomes, Jéssica Moreira, Lívia Lima, Mayara Penina, Priscila Gomes e Semayat Oliveira
Todas são correspondentes do Blog Mural e fundadoras do coletivo Nós, Mulheres da Periferia www.http://nosmulheresdaperiferia.com.br/ https://www.facebook.com/nosmulheresdaperiferia
 O artigo completo pode ser lido aqui

sábado, 11 de janeiro de 2014

Trilha a pé e trilha sonora

Um dia descendo uma trilha o chinelo deu duas derrapadas, antes que viesse a terceira ou uma queda, decidi prosseguir descalça, sentia os dedos dos meus pés agarrando a terra, sentia pedras, sentia galhos. Cada passo pensado e sentido, sem a costumeira sola que me afasta dos meus ancestrais. Enquanto os pés trilhavam o caminho, a transpiração trilhava o meu corpo. Não tinha ventilador, nem ar condicionado, eu tinha o vento e as árvores que me faziam sombra e me serviam de apoio. Usava os pés, as mãos e todo o corpo para me manter de pé. Os degraus eram terra acumulada entre galhos e não as peças de pedra polida que pisava automaticamente na cidade. Os galhos e árvores eram os corrimãos. Não tinha aquela escada rolante, nem elevador. A única ferramenta que eu tinha eram os meus pés. Andava com os pés livres, sem um bico fino apertando os dedos, sem sentir inclinação de saltos. Não tinha relógio, não tinha hora para chegar, ponto para bater. Era uma caminhada na natureza, que me fazia andar dentro de mim e me fazer me pensar por onde eu estava andando todos os dias, o que eu estava buscando. E o meu pensamento musical sintonizava várias músicas que remetiam aos pés: "pies decalzos suenos blancos; step by step; every step you take; andar com fé eu vou; toda trilha andada com fé de quem crê no ditado...".

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Todos os lugares que "conhecia" no RJ foram por meio da música

Copacabana pelo Marcelo Camelo. Ipanema por Tom Jobim e Vinícius de Morais.Laranjeiras por Nando Reis e Cássia Eller. Do Leme ao Pontal pelo Tim Maia. Favela da Maré e Realengo pelos Paralamas do Sucesso. Realengo por Gilberto Gil. Engenho de dentro, central do Brasil por Jorge Ben Jor. Arpoador pelo Cazuza. Madureira la laia por Arlindo Cruz e pelo Zeca Baleiro. Fernanda Abreu me contou que a temperatura era 40 graus. Mc Júnior e Leonardo me contaram o endereço dos bailes...
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