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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Quais lições podemos tirar do filme Cisne Negro


Numa festa a fantasia com o tema cinema não pensei duas vezes, minha fantasia escolhida foi o Cisne Negro.

A ÚNICA COISA NO SEU CAMINHO É VOCÊ MESMA. ESTÁ NA HORA DE SE LIBERTAR. SOLTE-SE!


Cisne Negro foi um filme que mexeu muito comigo, por ser psicológico, atiçou minha curiosidade me fazendo ler inúmeros textos analisando o filme por esse prisma, decidi escrever minha experiência e as reflexões que ele me trouxe.
O filme mostra a trajetória da bailarina Nina Seyers, do ponto de vista da própria personagem perfeccionista, competindo pelo papel principal de “O lago dos Cisnes”, que será montada pelo balé de Nova York.
A dança contará a história de uma mulher transformada em cisne branco, e só o amor verdadeiro poderia quebrar o feitiço, mas o príncipe enganado se apaixona pela irmã gêmea, o cisne negro, então o cisne branco se suicida.
Nina é uma jovem aparentemente sozinha, disciplinada e muito ligada à sua mãe, uma ex-bailarina frustrada que controla cada passo da filha. Ás vezes parece querer atrapalhar suas conquistas, afinal quando Nina consegue o papel principal sua mãe decide comemorar com um grande bolo, quando Nina não aceita o pedaço que ela oferece, a mãe de Nina ameaça jogar o bolo inteiro no lixo, Nina se rende à sua chantagem e lambe o chantilly dos dedos dela. (Essa cena me incomoda porque odeio desperdício kkk)
O papel desejado exige que ela seja capaz de fazer os opostos: o Cisne Branco, representando a pureza e a inocência, e o Cisne Negro, o mal e a sexualidade.
No início aparece uma Nina reprimida, seu quarto é infantil, aos poucos ela vai se transformando, se descobrindo como mulher, a partir das orientações do diretor Thomas Leroy e o envolvimento com a bailarina Lily.
Thomas acredita que Nina é o cisne branco perfeito, mas não confiava na capacidade dela de representar o cisne negro, porém quando Nina foi ao seu encontro pedir o papel ele viu que havia um traço do cisne negro nela, que ela poderia desenvolver, e ele passa a instigá-la nessa busca.
Lily, uma nova amiga, e também rival na disputa pelo papel, possui várias características que Nina não consegue enxergar em si mesma: auto confiança, liberdade, sexualidade. Lily é sua sombra, seu espelho, e isso pode ser percebido na cenas que Nina presta atenção em Lily dentro do metrô, antes mesmo de conhecê-la.
No início da dança como Cisne Branco, Nina ainda perseguida por sua imaginação, se desconcentra e cai, mas diz que o bailarino a derrubou, por ter visto ele com Lily.
Quando Nina quebra o espelho, e elimina sua rival ela passa por uma metamorfose que a transforma em Cisne Negro, assim ela consegue dançar com técnica, e ao mesmo tempo paixão, deixando o público extasiado.
(Essa transformação e a dança são cenas lindas, dá para perceber no corpo e no olhar de Natalie Portman, que a personagem Nina parece realmente ter virado outra pessoa, ao ficar completa com sua sombra, ela perde o olhar vacilante, e ganha uma postura de confiança)
O tempo todo Nina se sente perseguida por Lily, mas até que ponto a perseguição está mais na cabeça de Nina do que na realidade? Nós também passamos por coisas parecidas, às vezes nos sentimos perseguidos, mas até que ponto isso acontece realmente, ou é apenas aumentado por nossa própria insegurança?
Quando Nina se esquece de Lily e presta atenção em si mesma a dança flui, é a mesma coisa que nós temos que fazer muitas vezes: esquecer dos outros e prestar atenção em nós mesmos.
Nina é contida, mas seus acúmulos se voltam contra seu próprio corpo, ao arranhar a própria suas costas e arrancar pele dos dedos ela extravasa seus sentimentos... Qualquer pessoa pode se sentir assim e buscar uma forma de expressar a emoção retida em nosso corpo. Eu, de forma parecida, fiquei um mês com dores de estômago, por fatos que eu não consegui digerir.
A partir da consciência dessa situação temos duas opções: ignorar e viver tomando remédios, ou cuidar do problema pela raiz, encarar e digerir o que nos incomoda. Devemos encarar nossa sombra, aceitar nossas imperfeições e nos tornarmos completos, inteiros. Perfeição não é ausência de erros, mas se aceitar, tanto as partes boas, quanto as ruins. Não podemos mudar os fatos, mas sempre poderemos mudar nossas reações diante deles. E claro, a melhor parte: a nossa integração e libertação podem e devem ser encontradas em vida!

Um comentário:

Leandro Antonio disse...

A despeito do mundo do que possa ser considerado ruim no mundo é necessário alcançar um estado interno de serenidade e coerência.

Abraços, Aline.

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