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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Jornalismo não importa a faculdade, cada um se faz repórter



Marcos Zibordi jornalista da imprensa alternativa dá palestra aos alunos do curso de jornalismo do Centro Universitário Sant’ Anna

O repórter da revista Caros Amigos Marcos Zibordi deu uma palestra descontraída sobre sua experiência de 10 anos como repórter para os alunos do curso de jornalismo no Centro Universitário Sant’ Anna, em 28 de abril de 2009. Marcos falou do processo de produção da reportagem publicada em janeiro de 2008 “São Paulo, 454 anos meus pêsames” desde o surgimento da idéia, quando o jornalista viu uma notícia na televisão sobre o uso de chips para rastrear veículos “nem todo mundo acha isso absurdo, outros podem concordar, não pretendo dizer a “verdade”.
Zibordi usou exemplos para falar das diferenças entre reportagem e jornal diário: “O jornalismo diário se impõe, é uma cadeia de repetição. Reportagem leva a fundo uma parte. O que é verdade? Realidade? Recorte parcial, cada um acha o seu, investigar te leva a descobrir coisas. A reportagem parte de você, é leitura contextual, obrigação de amplitude de visão maior”.
Fica evidente na fala de Zibordi sua consideração pela diferença que cada um faz na própria vida: “Jornalismo não importa a faculdade, cada um se faz repórter. Dou aula na Universidade Bandeirante (Uniban), algumas pessoas criticam, mas eu procuro dar a melhor aula”.
Zibordi fala das responsabilidades e atribuições da profissão. “Sou repórter há 10 anos. É preciso maturidade para lidar com um grande número de informação. A experiência possibilita edição das melhores estórias, fórmulas de dizer mais escrevendo menos, jornalismo é texto de precisão. Escrever fica cada vez mais difícil, você desenvolve olhar crítico, enxerga melhor o texto. Hoje vejo meu trabalho antigo e acho ridículo. É aprendizado contínuo, reescrever milhões de vezes, escrita é a busca pela possibilidade de fazer melhor.”
Sobre a experiência de entrevistar, Zibordi aconselha: “entrevista é diálogo pessoa com pessoa, não se chega perguntando, tem que conquistar, não pode se afobar, eles já deram milhares de entrevistas, 95% foi ruim, conversa tem que fluir deixa o entrevistado falar”.
A palestra foi aberta para que os alunos fizessem perguntas ao jornalista. “Quais foram as fontes da reportagem panorama das cotas em universidades?”, questiona Marcela Silva, aluna do terceiro semestre.
“Telefonei para o Ministério da Educação (MEC) e eles não sabem quantas faculdades tem cota no Brasil. Jornalismo é trabalho braçal. Telefonei para 40 instituições de ensino para ver quem poderia responder as perguntas. A matéria foi difícil de fazer pela diferença entre medições das instituições de ensino”, respondeu Marco Zibordi.
“Os jornalistas vão perder espaço para os blogs?”, questiona Priscila Gomes, outra aluna do terceiro semestre.
O repórter responde: “Grandes matérias do jornalismo existem pela curiosidade. O jornalismo não vai acabar. A necessidade de informação na internet mostra que conhecimento é moeda de troca, as pessoas lêem mais e escrevem mais jornalismo sobreviveu e se adaptou a todas as novas tecnologias”.
A palestra encerra com um clima de esperança para os alunos que desejam atuar como jornalistas num futuro próximo.
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