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segunda-feira, 28 de julho de 2008

Histórias de vida após um AVC – Acidente Vascular Cerebral


“O Escafandro e a borboleta” é o nome do filme que conta a história real do francês Jean Dominique Bauby, editor da revista Elle, que após um AVC (acidente vascular cerebral), ficou em coma por alguns dias e despertou com a síndrome do locked in, ele estava consciente e não teve nenhum dano em sua capacidade intelectual, porém seu corpo não reagia, a única coisa nele que funcionava era o olho esquerdo, e assim ele começou a se comunicar com piscadas, uma piscada para “dizer” sim e duas para “dizer” não, posteriormente sua ortofonista, uma das pessoas que cuidava dele, resolveu aumentar as possibilidades de comunicação de Bauby e começou soletrar letras de acordo com a freqüência de uso e pedia para ele piscar e formar palavras, e assim ele que possuía um contrato com uma editora antes do acidente, "ditou" um livro sobre a vida dele e morreu dez dias após sua publicação no ano de 1997.
Anos atrás, li um livro chamado “Sem asas ao amanhecer”, de Luciana Scotti, uma jovem de São Paulo que vive uma situação parecida desde o dia 02 de maio de 1994, quando aos 22 anos de idade, a farmacêutica desmaiou enquanto escovava os dentes e foi levada para o Pronto Socorro de Santana, assim como Jean Dominique, ela sofreu um AVC, provocado pelo uso de pílula anticoncepcional e cigarros, um caso raro para a idade dela, que a deixou muda e tetraplégica, Luciana também transformou sua história de vida em livro, digitado com apenas um dedo, anos depois escreveu um segundo livro: “A doce sinfonia de seu silêncio”, na época já digitava com três dedos, seu segundo livro foi um romance real no qual ela era a protagonista cheia de vida e sonhos e deixava para trás a Luciana triste e revoltada do primeiro livro. O terceiro livro de Luciana foi sua tese de mestrado: “Envelhecimento cutâneo à luz da cosmetologia”, ela fez mestrado e doutorado após o acidente. Luciana também se comunicava com uma placa contendo o alfabeto na qual ela apontava letra por letra para formar palavras.
Tanto nos livros de Luciana como no filme sobre Bauby, são mostrados os desafios dos dois de seguirem suas vidas sem movimentos físicos, embora ambos estivessem submersos num turbilhão de sentimentos e pensamentos em si mesmos, as dificuldades e preconceitos que enfrentaram, mas também falam de asas, de borboletas, transformações, sonhos...
Quem quiser conhecer mais sobre Luciana Scotti pode acessar o site: http://lscotti.atspace.com/autora.htm
Aline Kátia Melo

Um comentário:

Gisele Martins disse...

Aline,
Muito interessante o filme e o livro.
As vezes penso que essas pessoas são como anjos, que se tornam exemplos de luta, força, esperança, fé e de zelo pela vida =)

Um beijo, Gi.

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