Vivendo a intensidade das coisas feitas para não durar.
Se entregando ao momento presente sem trocar números e perfis.
As delícias de viver o agora com todos os poros, fluidos e sons, sem as
expectativas, mentiras e dores que poderiam surgir se houvessem
amanhãs.
Os perfumes e movimentos intocados pela rotina, advinhação e previsibilidade. Fome saciada em cada olhar, em cada toque, na medida certa sem sobrar, sem faltar, sem tempo a perder.
Imaginar os anos que não passaremos juntos, os filhos que não teremos,
voltar ao presente e ver que nada disso importa numa estória curtinha. O
que importa é o presente pleno vivido, sem passado, sem futuro.
O
gosto do novo que se leva embora junto com um sorriso persistente.
Lembranças boas de curta duração como bandaids nas feridas do passado.
São esses pequenos momentos que nos preparam para um "felizes para sempre" que dure um pouco mais no futuro...
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
sábado, 7 de dezembro de 2013
Chegadas e partidas
Muitas
vezes enquanto eu aguardava alguém nas estações, já vi muitos pais
separados entregando os filhos um ao outro entre as catracas do metrô.
Lágrimas, aceno de tchau, ex amantes que não conseguem se olhar no
olhos. Crianças choram, outras ficam indiferentes, pessoas que deixam a
criança e secam uma lágrima discretamente escondida no suor do rosto...
Nas estações as chegadas e partidas das pessoas além dos trens
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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Cada um na sua baia
Você mexe na mesa de seus colegas de trabalho dizendo que está uma bagunça?
É péssimo não ter um emprego, é ruim não ter uma mesa de trabalho, mas é ótimo não ter uma pessoa vindo na SUA mesa querendo impor os métodos de trabalho DELA, dizendo que sua mesa está bagunçada, colocando as mãos querendo mudar SUAS coisas de lugar. Eu me arrependo de não ter dito a essa pessoa o quanto essa atitude dela me irritava num momento de calma, explicando que eu nunca tinha ido fazer isso na mesa dela e não aceitava que ela fizesse na minha. É um desrespeito quando as pessoas se levantam da mesa delas em direção a sua, apenas para lhe julgar, lhe colocar como errada, imprópria. Uma vez que ela já chegou ditando o que estava certo e errado eu respondi apenas: minha mesa, minhas regras!
Em quase dez anos que eu tenho trabalhando nunca fui na mesa de ninguém dar palpite sem ser solicitada. Se alguém que está lendo isso tem esse costume se policie, é um saco, cuide de sua mesa, do seu trabalho, não queira controlar as pessoas, fazer com que elas sejam clones de eficiência seus, deixe cada pessoa trabalhar de sua própria maneira. Eu me encontro muito bem no que algumas pessoas classificariam como "bagunça".
Eu quero escrever, não quero ficar me preocupando com a disposição dos objetos na minha mesa, muito menos nas mesas das outras pessoas. Cada um no seu quadrado, no seu retângulo, na sua baia.
É péssimo não ter um emprego, é ruim não ter uma mesa de trabalho, mas é ótimo não ter uma pessoa vindo na SUA mesa querendo impor os métodos de trabalho DELA, dizendo que sua mesa está bagunçada, colocando as mãos querendo mudar SUAS coisas de lugar. Eu me arrependo de não ter dito a essa pessoa o quanto essa atitude dela me irritava num momento de calma, explicando que eu nunca tinha ido fazer isso na mesa dela e não aceitava que ela fizesse na minha. É um desrespeito quando as pessoas se levantam da mesa delas em direção a sua, apenas para lhe julgar, lhe colocar como errada, imprópria. Uma vez que ela já chegou ditando o que estava certo e errado eu respondi apenas: minha mesa, minhas regras!
Em quase dez anos que eu tenho trabalhando nunca fui na mesa de ninguém dar palpite sem ser solicitada. Se alguém que está lendo isso tem esse costume se policie, é um saco, cuide de sua mesa, do seu trabalho, não queira controlar as pessoas, fazer com que elas sejam clones de eficiência seus, deixe cada pessoa trabalhar de sua própria maneira. Eu me encontro muito bem no que algumas pessoas classificariam como "bagunça".
Eu quero escrever, não quero ficar me preocupando com a disposição dos objetos na minha mesa, muito menos nas mesas das outras pessoas. Cada um no seu quadrado, no seu retângulo, na sua baia.
Lulu e Tubby avaliam desempenho do outro, quando vão criar um aplicativo de auto avaliação?
Lulu?
Tubby? Chega de avaliar o desempenho do outro! O que anda faltando no
mundo é auto avaliação! Falta perceber que a cama é só um dos ambientes,
existem vários: a sala de estar, a mesa de jantar, o quintal, a rua, a
vida social, os interesses, etc. O mundo resume tudo no sexo.
Falta lembrar que os ambientes se influenciam. Que raramente algo que não seja bacana nos outros ambientes vai ser bacana só no quarto.
As pessoas se relacionam não se avaliam durante, olho a olho, não sabem mais falar e ouvir, dizer o que sentiu e estar aberto para ouvir o outro. Aí correm para dividir sua avaliação com a rede, sem lembrar que apontam um dos dedos para o outro, enquanto ficam com três dedos apontados para si mesmo...
Falta lembrar que os ambientes se influenciam. Que raramente algo que não seja bacana nos outros ambientes vai ser bacana só no quarto.
As pessoas se relacionam não se avaliam durante, olho a olho, não sabem mais falar e ouvir, dizer o que sentiu e estar aberto para ouvir o outro. Aí correm para dividir sua avaliação com a rede, sem lembrar que apontam um dos dedos para o outro, enquanto ficam com três dedos apontados para si mesmo...
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
O pior estranho é o estranho íntimo
Ele vai ficar cada vez mais estranho e cada vez menos íntimo, até o dia
em que ele se tornará um completo desconhecido que posa ao seu lado em
fotos antigas.
Um dia vocês compartilharam lençois, planos, finais de semana, refeições, hobbies e amigos, durante anos... Hoje vocês conseguem ocupar uma mesma sala sem nem aos menos olharem um para o outro.
Viviam saindo juntos, conversando sobre passado, presente e futuro, mas hoje você não sabe nem se ele está vivo ou morto.
Alguns amigos em comum se surpreendem com a veracidade da encenação. Poderiam até jurar de pés juntos que vocês nunca se conheceram, nunca andaram de mãos dadas.
O estranho íntimo que você conhece o endereço, o número do telefone e boa parte das suas manias. Você sabe tudo sobre ele, mas não sabe mais quem ele é. Se é que um dia você soube quem ele realmente era... Talvez nem ele mesmo saiba...
Um dia vocês compartilharam lençois, planos, finais de semana, refeições, hobbies e amigos, durante anos... Hoje vocês conseguem ocupar uma mesma sala sem nem aos menos olharem um para o outro.
Viviam saindo juntos, conversando sobre passado, presente e futuro, mas hoje você não sabe nem se ele está vivo ou morto.
Alguns amigos em comum se surpreendem com a veracidade da encenação. Poderiam até jurar de pés juntos que vocês nunca se conheceram, nunca andaram de mãos dadas.
O estranho íntimo que você conhece o endereço, o número do telefone e boa parte das suas manias. Você sabe tudo sobre ele, mas não sabe mais quem ele é. Se é que um dia você soube quem ele realmente era... Talvez nem ele mesmo saiba...
domingo, 1 de dezembro de 2013
Sobre os meus sorrisos e minhas lágrimas
Eu como qualquer outra pessoa do mundo posso listar o que
gosto e o que não gosto em mim. Posso começar pelo que não gosto, a fim de
obter empatia dos leitores que também já passaram alguns minutos, horas, dias, meses,
ou até anos de suas vidas fazendo isso...
Eu nunca toquei nesse assunto, ainda mais assim para tanta
gente. Mas no ano que a Mônica, uma
personagem gorducha, baixinha e dentuça completa cinqüenta anos, me deu vontade
de tocar em um desses três aspectos que posso escrever com muitos anos de
propriedade... Um destes aspectos: ser baixinha, eu não posso falar porque
tenho 1,77. Sobre ser gorducha também não, pois a altura distribuiu bem o peso,
exceto na barriga... Mas posso falar sobre o aspecto dentário.
Os meus dentes superiores cobrem os inferiores. Já usei
aparelho ortodôntico, ainda assim sobraram alguns milímetros, e assim a gente
se sente mal pela vida afora pelos milímetros, quilos, centímetros que faltam
ou que sobram em diversos lugares dos nossos corpos... Você sobrevive ao que
chamam hoje de “bullying”, por fora você aprende a se manter indiferente,
enquanto esperneia por dentro. Aprende o jogo sujo de usar a mesma arma com os
outros para se defender. Pode ser uma etapa natural sem seqüelas, da mesma
forma que tem pessoas que se matam pelos seus efeitos internos, que nem todos
conseguem enxergar.
Um dia você cresce e passa a enxergar as pessoas, sua
essência, acima dos quilos, milímetros e centímetros você enxerga as imagens
das almas. Existe a sua imagem, e as imagens que as pessoas criam ao seu
respeito, nem sempre elas correspondem, mas ambas sempre podem mudar... E eu me
aceito e me amo com tudo que sobra, tudo que falta, o que mudou e o que há de
ser mudado...
Se um dia você olhasse para o seu “defeito” e o
transformasse em “vantagem” o que você obteria? Eu posso dizer que movimento
menos músculos para sorrir, porque tenho um sorriso adiantado, pronto para ser
usado não como uma arma letal, mas como uma ferramenta a meu favor. Eu gosto de
rir, de fazer rir, também aprendi a rir do que doi. Porque fazer os outros sorrirem me deixa
igual aos meus interlocutores, faço eles
mostrarem seus dentes, nos tornamos iguais.
Eu gosto do meu olhar, tenho facilidade para rir, e também
para chorar. Como não seria influenciada pela água sendo filha e neta de
alagoanos, da terra das águas, Alagoas. As águas que transbordam, alagam, se
tornam lagoas, estão no meu DNA, elas fazem parte de quem eu sou. Não vejo minhas lágrimas como fraqueza, mas
como virtude, meus olhos expressaram muitas vezes as palavras que não
atravessaram minha garganta e que hoje conseguem ser ditas pelos meus dedos
nesse teclado... Já tive vergonha de ser essa pessoa que gosta de falar sobre
sentimentos, mas agora eu posso falar e escrever sobre eles. Essa é mais uma
parte de mim encontrando tempo para ser expressada.
E tem tanta coisa sobre mim que eu ainda não sei. O pouco
que sei é como um relógio parado que acerta as horas duas vezes por dia. Eu
quero me movimentar e acertar todas as horas, descobrir meus ponteiros, meu
tempo, minhas engrenagens para equilibrar meus sorrisos e minhas lágrimas nos
pratos de balança do meu coração...
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
O voo vespertino das andorinhas
A andorinha é um tipo de passarinho, pequeno, com o corpo preto e o peito branco.
Da janela do meu antigo emprego eu via toda tarde, por volta das 16:00 várias andorinhas voavam perto dali por um bom tempo e depois sumiam. Era bonito de ver. Eu mostrava a cena para algumas pessoas.
Agora saindo do meu bairro numa lotação, num momento de parada, olho para o céu e vejo a mesma espécie de pássaro fazendo seu voo da tarde...
Eu perdi a janela quando saí deste trabalho, mas os pássaros hoje vieram me lembrar que eles estão por toda a cidade, inclusive perto da minha casa.
Na Jova Rural ou em Cerqueira César as andorinhas gostam de voar ao sol do fim da tarde....
Da janela do meu antigo emprego eu via toda tarde, por volta das 16:00 várias andorinhas voavam perto dali por um bom tempo e depois sumiam. Era bonito de ver. Eu mostrava a cena para algumas pessoas.
Agora saindo do meu bairro numa lotação, num momento de parada, olho para o céu e vejo a mesma espécie de pássaro fazendo seu voo da tarde...
Eu perdi a janela quando saí deste trabalho, mas os pássaros hoje vieram me lembrar que eles estão por toda a cidade, inclusive perto da minha casa.
Na Jova Rural ou em Cerqueira César as andorinhas gostam de voar ao sol do fim da tarde....
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