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terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Como conheci Sidney Sheldon
Eu tinha 15 anos, não trabalhava, estava triste por ter mudado para longe de onde eu cresci. Ele tinha 81 e seus 18 romances já tinham sido lidos em 180 países, em mais de 50 idiomas. Ele tinha escrito roteiros de cinema ganhando Oscar, no teatro ganhou um Tony e um Edgar pela literatura de suspense.
Foi assim que nos conhecemos, foi paixão a primeira lida. O primeiro livro que li foi A ira dos anjos. Amei O reverso da medalha e outros. Já reli Se houver amanhã algumas vezes. Seu último livro foi sua auto biografia O outro lado de mim. Contando sua vida desde a infância conturbada até o sucesso como escritor, passando por problemas diversos como o transtorno bipolar.
Sua carreira e suas personagens femininas e fortes me inspiram até hoje.
Sidney Sheldon faleceu em fevereiro de 2007 com 89 anos.
Hoje a família Sheldon autoriza a escritora Tilly Bagshawe a continuar os livros dele levando seu nome como uma marca para que a nova geração conheça seu estilo.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Gravação do programa “No divã do Gikovate” da rádio CBN

Flávio Gikovate médico e psicoterapeuta, com mais de 40 anos de clínica, 29 livros publicados, mais de 28 mil seguidores no Twitter (@Flávio_Gikovate). Gikovate apresenta um talk show descontraído e bem humorado sobre diversos temas: amor, família, relacionamento, entre outros. A plateia pode participar do bate papo fazendo perguntas no microfone ou por escrito, também são respondidas questões enviadas por e-mail
Todas as terças feiras das 18h00 às 19h00 é realizada a gravação do programa no teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, situada à Avenida Paulista, 2073, em São Paulo- SP.
A capacidade do local é para aproximadamente 200 pessoas. Costuma lotar até o limite máximo permitido.
O programa vai ao ar nos domingos das 21 às 22 horas, em rede nacional pela CBN (SP: 90,5 FM e 780 AM. Os programas ficam arquivados no site da rádio.
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010
21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo de 12 a 22/08/2010

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo é o terceiro maior evento do gênero do mundo na atualidade. O evento é um grande ambiente cultural, onde se apresentam as principais editoras, livrarias e distribuidoras brasileiras. Além de uma grande oferta de diversos tipos de livros, a Bienal proporciona aos visitantes uma programação cultural ampla e diversificada, feita especialmente para despertar o gosto pela leitura em todas as idades e de todos os níveis sociais.
Mais Informações:
21ª BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO
Data: 12 a 22 de agosto de 2010
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi - Av. Olavo Fontoura, 1209 - São Paulo-SP
Site: www.bienaldolivrosp.com.br
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Festas populares em São Paulo capital,
livros
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Resenha do livro: A mulher do próximo – Uma crônica da permissividade americana antes da era da AIDS - Gay Talese, Companhia da Letras, 1980, 483 pág.
O livro retrata a mudança de comportamento da sociedade nos EUA, nas décadas de 60 e 70, em relação ao sexo, moral e censura. Publicado em 1980, nos EUA pelo jornalista norte americano Gay Talese, escritor de destaque do movimento conhecido como “Novo Jornalismo”, que acrescenta técnicas literárias dando mais detalhes e profundidade ao jornalismo. Talese trabalhou 12 anos no jornal “The New York Times”. Detalhista, ele ainda utiliza máquina de escrever e fichas de anotações. Declarou que não confia na internet e é avesso ao gravador. Foi um dos destaques da FLIP- Feira Literária de Paraty, realizada de 1 a 5 de julho de 2009.
A época retratada pelo livro foi o período do pós guerra, quando os homens voltaram para seus empregos anteriores, depois de terem sido substituídos pelas mulheres, que saíram do lar para o mercado de trabalho. Pela primeira vez na história, elas se equipararam aos homens em valores salariais. Outros fatores que contribuíram para o aumento da liberdade sexual foram as descobertas da penicilina e da pílula anticoncepcional.
O livro mistura diversos personagens reais, entre anônimos e famosos, mas o autor não esconde que seus preferidos são os desconhecidos. Ele conta histórias de pessoas comuns convivendo com a sexualidade aberta, o ambiente, os freqüentares, curiosos e/ ou adeptos de nudismo e troca de casais como os casais Bullaro e os Williamson, em locais como Sandstone e Oneida. A biografia da revista Playboy de Hugh Hefner. A luta de grupos religiosos puritanos e editores liberais nos julgamentos e leis sobre pornografia de livros, filmes e revistas. O livro termina com o autor
Em três anos de pesquisa, Talese não havia escrito uma linha sequer. O livro demorou nove anos para ser concluído. O autor foi aos julgamentos, procurou autores liberais, censores retrógrados e representantes puritanos. Fez muitas viagens, entrevistas que foram gravadas e transcritas, algumas repetidas mais de cinqüenta vezes.
Talese teve tempo para obter a confiança e autorização dos personagens para usar suas estórias, seus verdadeiros nomes, e até mesmo ter acesso aos diários, como o de John Bullaro, e os que ele solicitou que as atendentes das casas de massagem escrevessem para que ele delimitasse os tipos de clientes, já que o próprio Talese trabalhou voluntariamente como gerente nesses locais. Algo que ele revela no final do livro, se apresentando como um dos personagens, que tanto se aproximou dos seus objetos de pesquisa. Ele detalha as dificuldades, as muitas críticas recebidas e até a crise em seu casamento com a agente literária Nan Talese.
É uma obra imprescindível não apenas sobre a liberdade sexual, mas também sobre as pessoas e os fatos que propiciaram a redefinição de moral na sociedade americana.
O livro também é uma aula de jornalismo sobre pesquisa, apuração e participação ativa de Gay Talese, que aos 77 anos, pretende escrever o próximo livro sobre os 50 anos de seu casamento a partir das cartas indignadas escritas por sua esposa.
A época retratada pelo livro foi o período do pós guerra, quando os homens voltaram para seus empregos anteriores, depois de terem sido substituídos pelas mulheres, que saíram do lar para o mercado de trabalho. Pela primeira vez na história, elas se equipararam aos homens em valores salariais. Outros fatores que contribuíram para o aumento da liberdade sexual foram as descobertas da penicilina e da pílula anticoncepcional.
O livro mistura diversos personagens reais, entre anônimos e famosos, mas o autor não esconde que seus preferidos são os desconhecidos. Ele conta histórias de pessoas comuns convivendo com a sexualidade aberta, o ambiente, os freqüentares, curiosos e/ ou adeptos de nudismo e troca de casais como os casais Bullaro e os Williamson, em locais como Sandstone e Oneida. A biografia da revista Playboy de Hugh Hefner. A luta de grupos religiosos puritanos e editores liberais nos julgamentos e leis sobre pornografia de livros, filmes e revistas. O livro termina com o autor
Em três anos de pesquisa, Talese não havia escrito uma linha sequer. O livro demorou nove anos para ser concluído. O autor foi aos julgamentos, procurou autores liberais, censores retrógrados e representantes puritanos. Fez muitas viagens, entrevistas que foram gravadas e transcritas, algumas repetidas mais de cinqüenta vezes.
Talese teve tempo para obter a confiança e autorização dos personagens para usar suas estórias, seus verdadeiros nomes, e até mesmo ter acesso aos diários, como o de John Bullaro, e os que ele solicitou que as atendentes das casas de massagem escrevessem para que ele delimitasse os tipos de clientes, já que o próprio Talese trabalhou voluntariamente como gerente nesses locais. Algo que ele revela no final do livro, se apresentando como um dos personagens, que tanto se aproximou dos seus objetos de pesquisa. Ele detalha as dificuldades, as muitas críticas recebidas e até a crise em seu casamento com a agente literária Nan Talese.
É uma obra imprescindível não apenas sobre a liberdade sexual, mas também sobre as pessoas e os fatos que propiciaram a redefinição de moral na sociedade americana.
O livro também é uma aula de jornalismo sobre pesquisa, apuração e participação ativa de Gay Talese, que aos 77 anos, pretende escrever o próximo livro sobre os 50 anos de seu casamento a partir das cartas indignadas escritas por sua esposa.
sábado, 11 de julho de 2009
4º Jornalirismo Debate: Jornalismo Cultural
Os jornalistas: Eliane Brum, Pedro Bial, Daniel Piza, Sérgio Vilas Boas e o poeta Allan da Rosa foram os debatedores do "4º Jornalirismo Debate: Jornalismo Cultural", promovido pelo Senac em 26 de maio de 2009, das 19:00 às 22:30, no Senac lapa na Rua Scipião. A entrada era um quilo de alimento não perecível.
Sobre a prática do jornalismo, Eliana Brum declarou:"Duvide das próprias certezas. Ir à rua fazer reportagem é um ato de resistência. Por telefone e email só há pobres palavras. Não podemos ver os olhos, o rosto, a expressão. Tudo é informação! Gesto e silêncio são tão importantes quanto as palavras! Por meio deles, as pessoas continuam dizendo e nos fornecendo informações".
Pedro Bial sugeriu a leitura de livros de jornalismo literário, estilo que mescla no jornalismo técnicas da literatura, trazendo mais profundidade e detalhes ao texto.
Segue a lista:
-A sangue frio, de Truman Capote
-Os sertões, de Euclides da Cunha
-Estação Carandiru, de Dráuzio Varella
-Os Irmãos Karamabloch, de Arnaldo Bloch
-O jornalista e o Assassino, de Janet Malcolm
- As aventura de Tintin, de Hergé
- As revistas: Piauí, New Yorker e Carioca
-O jornalismo em quadrinhos de Joe Sacco
- O trabalho dos jornalistas: Gay Talese, Robert Fisk e Hunter S. Thompson
Sobre a prática do jornalismo, Eliana Brum declarou:"Duvide das próprias certezas. Ir à rua fazer reportagem é um ato de resistência. Por telefone e email só há pobres palavras. Não podemos ver os olhos, o rosto, a expressão. Tudo é informação! Gesto e silêncio são tão importantes quanto as palavras! Por meio deles, as pessoas continuam dizendo e nos fornecendo informações".
Pedro Bial sugeriu a leitura de livros de jornalismo literário, estilo que mescla no jornalismo técnicas da literatura, trazendo mais profundidade e detalhes ao texto.
Segue a lista:
-A sangue frio, de Truman Capote
-Os sertões, de Euclides da Cunha
-Estação Carandiru, de Dráuzio Varella
-Os Irmãos Karamabloch, de Arnaldo Bloch
-O jornalista e o Assassino, de Janet Malcolm
- As aventura de Tintin, de Hergé
- As revistas: Piauí, New Yorker e Carioca
-O jornalismo em quadrinhos de Joe Sacco
- O trabalho dos jornalistas: Gay Talese, Robert Fisk e Hunter S. Thompson
domingo, 8 de março de 2009
Livro: A arte de fazer um jornal diário - Ricardo Noblat – Ed. Contexto 2008, 174 páginas
O livro é dividido em oito capítulos organizado em subtítulos. Alguns são bem óbvios em relação ao conteúdo, e outros o leitor vai ter que ler inteiro para saber do que se trata, serve como uma estratégia para atrair a leitura que é rápida e agradável pelos textos serem curtos e bem humorados. Nesses textos, o autor conta que entrou numa redação por nepotismo, em outra situação ele ouviu que um local seria tombado ele se confundiu e pensou que o local seria derrubado.
O primeiro capítulo do livro começa com um diálogo entre um cidadão e um jornalista. O cidadão conclui que a idéia dos jornalistas é acabar com os jornais. Em seguida o livro nos dá pesquisas sobre o futuro dos jornais. Ricardo Noblat afirma que eles morrerão, porém não ousou definir uma data.
No decorrer das páginas do segundo capítulo foram contadas histórias com exemplos de assuntos como: utilidade dos jornais, ética, leis, diferença entre televisão e jornal impresso, cita escritores, entre eles Gabriel García Márquez .
O terceiro capítulo que fala da arte de apurar e o que se espera de um jornalista, Noblat narra a primeira vez que ele entrou numa redação, contextualizou a época (final dos anos 60) e a comparou com a atualidade (2002, ano de lançamento do livro).
A partir daí o livro vai ganhando um ritmo diferente, com várias dicas e conselhos, desde uso de palavras, linguagem, uso do dicionário, chavões, que ele vai exemplificando a partir do próprio texto do livro e de suas experiências profissionais ao longo de 35 anos de profissão: não ter pressa, corrigir erros publicamente, quem leva jeito para o ofício sabe separar o que é e o que não é notícia, é melhor ter idéias para jogar fora do que falta de informação, esboce mentalmente o texto antes de escrever, use detalhes, dê vida aos personagens, tenha faro, saiba a hora de parar de investigar e comece a escrever, qual é a diferença entre opiniões e versões, não repasse dúvidas para os leitores, etc.
No quarto capítulo sobre a arte de escrever, ele fala do surgimento do lead mostra exemplos de lead com inversões e outros recursos que os tornaram mais atraentes para os leitores, e que não corresponderam ao lead formal que aprendemos na universidade.
O quinto capítulo sobre tantas outras artes o autor demonstra ser contra o ponto de interrogação e a favor do ponto de exclamação, também fala dos perigos que o jornalista corre como: a questão do poder, aceitar presentes, convites e favores, ter amizade com fontes de informação e achar que já sabe de tudo.
No sexto capítulo sobre os bastidores de uma reportagem, o autor mostra a diferença entre notícia e reportagem, a partir de exemplos de notícia e reportagem que ele próprio fez sobre Frei Damião, a notícia em 1997 e a reportagem em 1974.
O sétimo capítulo Noblat usa para contar a reforma estrutural do jornal Correio Braziliense, mostrando capas de anos diferentes, com dados de 1994 a 2002.
O oitavo capítulo conclui o livro com um pequeno relato de datas que marcaram a vida da imprensa de 59 a. C. até 2002, e a bibliografia consultada.
O primeiro capítulo do livro começa com um diálogo entre um cidadão e um jornalista. O cidadão conclui que a idéia dos jornalistas é acabar com os jornais. Em seguida o livro nos dá pesquisas sobre o futuro dos jornais. Ricardo Noblat afirma que eles morrerão, porém não ousou definir uma data.
No decorrer das páginas do segundo capítulo foram contadas histórias com exemplos de assuntos como: utilidade dos jornais, ética, leis, diferença entre televisão e jornal impresso, cita escritores, entre eles Gabriel García Márquez .
O terceiro capítulo que fala da arte de apurar e o que se espera de um jornalista, Noblat narra a primeira vez que ele entrou numa redação, contextualizou a época (final dos anos 60) e a comparou com a atualidade (2002, ano de lançamento do livro).
A partir daí o livro vai ganhando um ritmo diferente, com várias dicas e conselhos, desde uso de palavras, linguagem, uso do dicionário, chavões, que ele vai exemplificando a partir do próprio texto do livro e de suas experiências profissionais ao longo de 35 anos de profissão: não ter pressa, corrigir erros publicamente, quem leva jeito para o ofício sabe separar o que é e o que não é notícia, é melhor ter idéias para jogar fora do que falta de informação, esboce mentalmente o texto antes de escrever, use detalhes, dê vida aos personagens, tenha faro, saiba a hora de parar de investigar e comece a escrever, qual é a diferença entre opiniões e versões, não repasse dúvidas para os leitores, etc.
No quarto capítulo sobre a arte de escrever, ele fala do surgimento do lead mostra exemplos de lead com inversões e outros recursos que os tornaram mais atraentes para os leitores, e que não corresponderam ao lead formal que aprendemos na universidade.
O quinto capítulo sobre tantas outras artes o autor demonstra ser contra o ponto de interrogação e a favor do ponto de exclamação, também fala dos perigos que o jornalista corre como: a questão do poder, aceitar presentes, convites e favores, ter amizade com fontes de informação e achar que já sabe de tudo.
No sexto capítulo sobre os bastidores de uma reportagem, o autor mostra a diferença entre notícia e reportagem, a partir de exemplos de notícia e reportagem que ele próprio fez sobre Frei Damião, a notícia em 1997 e a reportagem em 1974.
O sétimo capítulo Noblat usa para contar a reforma estrutural do jornal Correio Braziliense, mostrando capas de anos diferentes, com dados de 1994 a 2002.
O oitavo capítulo conclui o livro com um pequeno relato de datas que marcaram a vida da imprensa de 59 a. C. até 2002, e a bibliografia consultada.
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