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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Balanço sobre as primeiras Olimpíadas realizadas no Brasil em 2016

Pela primeira vez as Olímpíadas foram realizadas no Brasil. E pela primeira vez como dona do meu tempo, no sofá de casa assisti mais jogos e competições, de diversas modalidades esportivas. Vi a rapidez e o carisma de Bolt, a concentração e humanidade do Phelps. Ambos não tem mais o que conquistar e dizem estar em sua última competição dos  jogos olímpicos. Encerrando a carreira no Rio.

Novos nomes surgindo. Mais nomes mais conhecidos se aposentando de  vários países... Uma cidade que por 17 dias foi mais reconhecida por seu calor humano do que por seus maiores problemas. Um país reconhecendo suas capacidades num momento de dificuldade

O Brasil é um país jovem que recebeu sua primeira edição dos jogos olímpicos. Tão jovem que talvez ainda seja da turma do fundão, aquele que faz bagunça na aula, que vaia os coleguinhas

Independente das vaias a gente descobre outro grande fator além do preparo físico, o preparo emocional. Ele pode explicar vitórias em meio as vaias e derrotas em meio aos gritos de incentivo. A torcida influenciou bastante mas não foi o que decidiu nenhuma das competições. Pelo fator torcida o Brasil teria ficado com todos os ouros

Vitórias depois de tantas derrotas, como o Rodrigo Hypólito. Derrotas depois de tantas vitórias, como as meninas do volei de quadra feminino. Cada edição é só um trecho da história, que teve seus precedentes nas edições anteriores e que terá continuação nas próximas edições...

Tecnologias que permitem desafiar os oponentes com imagens do jogo. Celulares que fizeram shows de luzes e selfies nas arenas até o desfile final.

E quando acabou teve "ah"

Ganhar, perder, viver

domingo, 14 de agosto de 2016

Uma carta para o meu pai no 1º dia dos pais sem ele

Essa carta foi atendendo uma sugestão da página Vamos falar sobre o luto? #umaboanotícia‬
Pai esse primeiro mês sem a sua presença física não foi nada fácil. O primeiro dia dos pais sem você. Tudo tão rápido, tão inesperado! E sem você há um silêncio, a gente tem que aprender a continuar se virando, mais do que isso aprender a ver, ouvir, sentir você em tudo, sem você estar aqui. Assumir responsabilidades, mas mantendo cada um no seu lugar. Acreditar que levaremos seus ensinamentos no dia a dia, e no coração por toda a vida.
Me disseram que esse pode ser o melhor ano da minha vida, mas eu ainda não acredito que será meu melhor ano por ter sido também o ano da sua partida! Espero que você nos veja crescendo onde estiver.
Quem dera eu tivesse mais boas notícias para te dar agora. No momento a boa notícia é que estamos seguindo, dia a dia. Há muito o que fazer ainda. Cada um leva do seu jeito. Há uma certa solidão nisso. A cada momento uma escolha pela vida, seja numa atitude, seja num alimento. Eu penso no que aprendi e no que ainda vou aprender.
Agradeço porque a palavra pai tem um significado bonito e significativo graças a tudo que você fez por nós, em 34 anos de casamento com a minha mãe, nos meus 33 e nos 29 da Ariane. Ter tido um pai é um privilégio, quando muitos nunca tiveram amor, carinho, atenção, sequer o básico como um sobrenome e reconhecimento.
Outras pessoas que enfrentam a perda de um pai me mostraram que não importa quanto tempo passe, todo mundo sente uma vontade de feito mais, por não saber, por esquecer que a vida passa tão rápido. Todo mundo que pergunta de você não acredita que você não está mais aqui. Dias atrás eu lembrei que você me levou ao ponto de ônibus, segurou minha mala e me deu um abraço quando saí para um curso fora. Esses dias voltei a sair para aprender e reaprender coisas, agora eu não tenho mais novos abraços seus. Tenho que reviver os que já tive, mas tenho abraços suficientes para relembrar dentro do meu coração...

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Os papeis da vida civil e da vida vivida

Um dia ele iniciou a minha vida civil, três dias depois do meu nascimento. É o costume que o pai se dirija ao cartório, enquanto a mãe dá assistência ao recém nascido. Meu pai foi a um cartório de registro civil em Santana, na zona norte de São Paulo me dar um nome, tirar o meu primeiro documento. A primeira burocracia da minha vida, enquanto minha mãe cuidava de mim. A folha era simples, datilografada. Está dobrada três vezes, dividida em nove partes de papel numa capinha cor de rosa que a protege até hoje. Com o passar dos anos, esticar para copiar, dobrar e guardar de volta, na adolescência ela ganhou um carimbo e o número do meu RG escrito a mão. O RG que ele levou para fazermos numa delegacia quando eu tinha 12 anos. Depois quando entrei no meu primeiro emprego ele foi comigo abrir minha primeira poupança, a primeira feita por mim, porque anos antes houve uma feita por ele. Depois disso já tive mais dois RGs e outras tantas contas abertas e fechadas em bancos. 
A certidão de nascimento dele tem três dobras que a dividem em oito partes. Mais amarelada e com quase o dobro de idade da minha tem como cabeçalho República dos Estados Unidos do Brasil. Naquela época e naquelas condições no sítio, levavam anos e as vezes registravam mais de um filho de uma vez. A certidão dele foi preenchida a mão e com a caneta na cor verde, emitida em em outubro de 1953 num cartório no município de Tanque D' Arca, quase três anos depois de seu nascimento em 15 novembro de 1950 no sítio Cardoso na cidade de Mar Vermelho no estado de Alagoas, o declarante o pai dele José Nunes de Melo, que nunca conheci pois ele morreu meses depois do meu nascimento, também por problemas de coração. 
A vida física do meu pai terminou em 13 de julho de 2016 e a vida civil uma semana depois, em 20/07/2016 num cartório da região da Cachoeirinha, na zona norte da cidade de São Paulo. Nessa terra dos papéis, o papel que me coube mais de trinta anos depois não foi nada fácil, encerrar sua vida civil, buscando sua certidão de óbito. As três causas: insuficiência cardíaca, ou seja o coração não bombeava o sangue como antes, choque cardiogênico, que é a complicação da condição anterior, quando os orgãos nobres vão ficando sem o devido suprimento de sangue e oxigênio e diabetes mellitus, que ele nunca teve diabete nenhuma, mas que o médico que assinou o atestado deve ter encontrado como explicação ao encontrar a glicose no sangue dele, glicose que ele tomou como soro por estar sem alimentação por três dias, glicose que eu vi ele receber na veia, quando passou mal em minha frente assim que comeu a primeira refeição liberada horas antes de morrer, atendido pela médica da emergência que se identificou como Fernanda. A médica que havia liberado a refeição horas antes dele passar mal, Dra Regina não comentou que ele poderia passar mal na primeira refeição após dias sem alimentação, poderia ter liberado apenas líquido, ter retomado aos poucos, afinal ele havia dado entrada com quadro de obstrução intestinal, que foi esquecida no declaração de óbito. Um obstrução que na minha leiga opinião pode ter sido causada por algum sangramento interno provocado pelo anticoagulante Marevan (Varfarina), que ele não se dava bem desde o início do tratamento em outubro de 2015 no Hospital Dante Pazzanese, e que teve a dose suspensa, e depois aumentada no Hospital Santo Antonio da Penha, após uma cirurgia vascular no mês de junho. Outra causa que não aparece é a coagulopatia que ele estava apresentando e que o impedia de ser um candidato a uma cirurgia de intestino caso fosse necessária, porque a única médica que se mostrou mais preocupada me disse que a coagulação do sangue dele estava uma bagunça e na mesa ele poderia não resistir. O sintoma do qual ele se queixava há meses e que não foi esclarecido nos exames que fez por conta própria era a xerostomia, boca seca, que muitos atribuiram como efeito colateral dos remédios de uso contínuo para o coração. O médico que assina atestado olha e atribui causas em cima do que ele encontra feito, o sangue está cheio de açúcar, escreve aí que ele tinha diabetes, pronto. Seja lá qual tenha sido a causa ele se cuidava, infelizmente não conseguiu descobrir a tempo de reverter... Uma folha colorida em papel moeda, fundo amarelo, bordas azuis, a bandeira nacional ao fundo. Uma folha nova, ainda sem nenhuma dobra e de certa forma pesada como se fosse feita de chumbo.
O sentimento que fica é fazer valer a pena a vida cotidiana entre uma certidão e outra da vida civil, qual é o papel que você quer viver, quais as folhas você precisa reescrever, quais folhas não fazem mais sentido, quais papeis preciso encontrar nesse momento, quais são as pessoas que quero ao meu lado quando assino novos papeis...

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Analisando uma barraca de pastel na 'crise'

Vocês já repararam que existem novos sabores de pasteis? 
Não sei se isso tem ou não a ver com a crise, mas eu só me dei conta de um tempo para cá. 
Já vi Escondidinho, Strogonoff, para quem sofria decidindo entre carne OU queijo, agora existe o Carne COM Queijo rs. 
Ok cinco reais num pastel é foda, então para desembolsar uma notinha roxa o recheio tem que ser pesado e valer muito a pena, todas as penas da garça branca grande que ilustra a segunda cédula de menor valor do nosso rico dinheirinho. 
As últimas vezes que comprei pastel fui mais motivada pela curiosidade do que pela fome! 
Talvez a lição da barraca de pastel hoje seja a diversificação, o fazer diferente, o sabor novo que vai impulsionar as compras! 
Os pasteleiros encarando a crise como oportunidade de vendas. 
Eu encarando a crise como oportunidade de tecer análises de varejo!
Outra análise sobre barracas de pastel é que com o passar das horas e das vendas, os atendentes das barracas de pastel vão retirando as plaquinhas dos sabores que esgotaram. 
Mas sempre chega alguém e pergunta "tem de quê"? 
A atendente aponta para as plaquinhas e diz "Temos esses sabores aqui". 
Tem gente que lê e pergunta de novo sobre um sabor não listado nas placas... 
Quem trabalha com atendimento tem que ter muita paciência para lidar com o que parece óbvio! 
Além de estar preparado para responder muitas vezes as mesmas perguntas

quinta-feira, 30 de junho de 2016

SEM TEMER, sem chorar

O refrão de uma música da minha adolescência na Pastoral da Juventude reapareceu na minha mente ressignificado:
"Sem cessar, sem parar, sem vacilar, SEM TEMER, sem chorar". É o refrão de quem segue lutando contra o golpe em andamento a essa jovem democracia...
Faz dias que esse refrão rondava minhas ideias mas foi nesta manhã que compreendi o significado...


Quando alguém dizia "senhoras e senhores" eu completava mentalmente com uma cantiga de pular corda:
Senhoras e senhores ponham a mão no chão.
Senhoras e senhores pulem num pé só.
Senhoras e senhores deem uma rodadinha e vai pro olho da rua...
A maior parte desses deputados e o Cunha mereciam mesmo ir para o olho da rua viu... ‪#‎nãovaitergolpevaitercorda‬

sábado, 14 de maio de 2016

Chineladas fiscais

Meses atrás encontrei uma promoção de chinelos. Encontrei 2 pares diferentes no meu número (algo raro quando se usa 39) levei os dois. O plano era usar um e deixar o outro guardado para reposição, ou para usar para sair. Pois bem comecei pelo primeiro par de chinelo nas cores verde e amarelo, provavelmente sobra da Copa do Mundo de 2014. Mas de um tempo para cá, o excesso de verde e amarelo começou a me irritar profundamente, a ponto de não conseguir mais usá-lo. Assim antecipei o uso do outro chinelo que tem tons de roxo e laranja. Minha irmã passou a usar o chinelo abandonado que ganhou o apelido carinhoso de "chinelo golpista"

quinta-feira, 28 de abril de 2016

SPFW São Paulo "Frio" Week

O termômetro da Av 23 de maio marca 17°C mas a sensação térmica no Parque do Ibirapuera é bem menor. Enquanto as modelos desfilam no São Paulo Fashion Week aquecidas pelos holofotes na Bienal, eu caminho entre pistas, marquise e arvores. Frente fria, costas frias, tudo frio. Lembro da história que a top Gianne Albertoni foi descoberta pedalando no Ibira aos 13 anos quando foi abordada pelo fotógrafo Sérgio Valle Duarte. E hoje quem me descobre no parque é o vento gelado do qual tento me defender com um cachecol na cabeça para cobrir as orelhas com uma elegância digna de SPFW. O terninho Oxford fino e inadequado para a temperatura não dá conta de aquecer a cacharrel de lã. As calças que ficam sempre curtas em pernas longas são um convite permanente para o ar polar congelar as canelas e me lembrar dos pares de polainas cheirosinhas numa gaveta a quilômetros de distância. Daí sou cercada por pessoas correndo de regata e shortinho. Trocamos olhares e seguimos cada um o seu caminho, velocidade e temperatura. Chego no ponto ansiando por um ônibus e um pouco de calor humano. Fiquei mais de meia hora esperando. O calor humano era tamanho que passaram dois ônibus articulados lotados. Entrei no terceiro vazio e até voltei sentada e sem calor humano, cercada de ar condicionado. Na segunda condução também sentada sem calor humano e cercada de ar condicionado.

Which Grey's Anatomy Character Are You?