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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Cada um na sua baia

Você mexe na mesa de seus colegas de trabalho dizendo que está uma bagunça?
É péssimo não ter um emprego, é ruim não ter uma mesa de trabalho, mas é ótimo não ter uma pessoa vindo na SUA mesa querendo impor os métodos de trabalho DELA, dizendo que sua mesa está bagunçada, colocando as mãos querendo mudar SUAS coisas de lugar. Eu me arrependo de não ter dito a essa pessoa o quanto essa atitude dela me irritava num momento de calma, explicando que eu nunca tinha ido fazer isso na mesa dela e não aceitava que ela fizesse na minha. É um desrespeito quando as pessoas se levantam da mesa delas em direção a sua, apenas para lhe julgar, lhe colocar como errada, imprópria. Uma vez que ela já chegou ditando o que estava certo e errado eu respondi apenas: minha mesa, minhas regras!
Em quase dez anos que eu tenho trabalhando nunca fui na mesa de ninguém dar palpite sem ser solicitada. Se alguém que está lendo isso tem esse costume se policie, é um saco, cuide de sua mesa, do seu trabalho, não queira controlar as pessoas, fazer com que elas sejam clones de eficiência seus, deixe cada pessoa trabalhar de sua própria maneira. Eu me encontro muito bem no que algumas pessoas classificariam como "bagunça".
Eu quero escrever, não quero ficar me preocupando com a disposição dos objetos na minha mesa, muito menos nas mesas das outras pessoas. Cada um no seu quadrado, no seu retângulo, na sua baia.

Lulu e Tubby avaliam desempenho do outro, quando vão criar um aplicativo de auto avaliação?

Lulu? Tubby? Chega de avaliar o desempenho do outro! O que anda faltando no mundo é auto avaliação! Falta perceber que a cama é só um dos ambientes, existem vários: a sala de estar, a mesa de jantar, o quintal, a rua, a vida social, os interesses, etc. O mundo resume tudo no sexo.
Falta lembrar que os ambientes se influenciam. Que raramente algo que não seja bacana nos outros ambientes vai ser bacana só no quarto.
As pessoas se relacionam não se avaliam durante, olho a olho, não sabem mais falar e ouvir, dizer o que sentiu e estar aberto para ouvir o outro. Aí correm para dividir sua avaliação com a rede, sem lembrar que apontam um dos dedos para o outro, enquanto ficam com três dedos apontados para si mesmo...

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O pior estranho é o estranho íntimo

Ele vai ficar cada vez mais estranho e cada vez menos íntimo, até o dia em que ele se tornará um completo desconhecido que posa ao seu lado em fotos antigas.
Um dia vocês compartilharam lençois, planos, finais de semana, refeições, hobbies e amigos, durante anos... Hoje vocês conseguem ocupar uma mesma sala sem nem aos menos olharem um para o outro.
Viviam saindo juntos, conversando sobre passado, presente e futuro, mas hoje você não sabe nem se ele está vivo ou morto.
Alguns amigos em comum se surpreendem com a veracidade da encenação. Poderiam até jurar de pés juntos que vocês nunca se conheceram, nunca andaram de mãos dadas.
O estranho íntimo que você conhece o endereço, o número do telefone e boa parte das suas manias. Você sabe tudo sobre ele, mas não sabe mais quem ele é. Se é que um dia você soube quem ele realmente era... Talvez nem ele mesmo saiba...

domingo, 1 de dezembro de 2013

Sobre os meus sorrisos e minhas lágrimas



Eu como qualquer outra pessoa do mundo posso listar o que gosto e o que não gosto em mim. Posso começar pelo que não gosto, a fim de obter empatia dos leitores que também já passaram alguns minutos, horas, dias, meses, ou até anos de suas vidas fazendo isso...
Eu nunca toquei nesse assunto, ainda mais assim para tanta gente. Mas no ano que a Mônica,  uma personagem gorducha, baixinha e dentuça completa cinqüenta anos, me deu vontade de tocar em um desses três aspectos que posso escrever com muitos anos de propriedade... Um destes aspectos: ser baixinha, eu não posso falar porque tenho 1,77. Sobre ser gorducha também não, pois a altura distribuiu bem o peso, exceto na barriga... Mas posso falar sobre o aspecto dentário.
Os meus dentes superiores cobrem os inferiores. Já usei aparelho ortodôntico, ainda assim sobraram alguns milímetros, e assim a gente se sente mal pela vida afora pelos milímetros, quilos, centímetros que faltam ou que sobram em diversos lugares dos nossos corpos... Você sobrevive ao que chamam hoje de “bullying”, por fora você aprende a se manter indiferente, enquanto esperneia por dentro. Aprende o jogo sujo de usar a mesma arma com os outros para se defender. Pode ser uma etapa natural sem seqüelas, da mesma forma que tem pessoas que se matam pelos seus efeitos internos, que nem todos conseguem enxergar.  
Um dia você cresce e passa a enxergar as pessoas, sua essência, acima dos quilos, milímetros e centímetros você enxerga as imagens das almas. Existe a sua imagem, e as imagens que as pessoas criam ao seu respeito, nem sempre elas correspondem, mas ambas sempre podem mudar... E eu me aceito e me amo com tudo que sobra, tudo que falta, o que mudou e o que há de ser mudado...
Se um dia você olhasse para o seu “defeito” e o transformasse em “vantagem” o que você obteria? Eu posso dizer que movimento menos músculos para sorrir, porque tenho um sorriso adiantado, pronto para ser usado não como uma arma letal, mas como uma ferramenta a meu favor. Eu gosto de rir, de fazer rir, também aprendi a rir do que doi.  Porque fazer os outros sorrirem me deixa igual aos meus interlocutores,  faço eles mostrarem seus dentes, nos tornamos iguais.
Eu gosto do meu olhar, tenho facilidade para rir, e também para chorar. Como não seria influenciada pela água sendo filha e neta de alagoanos, da terra das águas, Alagoas. As águas que transbordam, alagam, se tornam lagoas, estão no meu DNA, elas fazem parte de quem eu sou.  Não vejo minhas lágrimas como fraqueza, mas como virtude, meus olhos expressaram muitas vezes as palavras que não atravessaram minha garganta e que hoje conseguem ser ditas pelos meus dedos nesse teclado... Já tive vergonha de ser essa pessoa que gosta de falar sobre sentimentos, mas agora eu posso falar e escrever sobre eles. Essa é mais uma parte de mim encontrando tempo para ser expressada.
E tem tanta coisa sobre mim que eu ainda não sei. O pouco que sei é como um relógio parado que acerta as horas duas vezes por dia. Eu quero me movimentar e acertar todas as horas, descobrir meus ponteiros, meu tempo, minhas engrenagens para equilibrar meus sorrisos e minhas lágrimas nos pratos de balança do meu coração...

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

O voo vespertino das andorinhas

A andorinha é um tipo de passarinho, pequeno, com o corpo preto e o peito branco.
Da janela do meu antigo emprego eu via toda tarde, por volta das 16:00 várias andorinhas voavam perto dali por um bom tempo e depois sumiam. Era bonito de ver. Eu mostrava a cena para algumas pessoas.
Agora saindo do meu bairro numa lotação, num momento de parada, olho para o céu e vejo a mesma espécie de pássaro fazendo seu voo da tarde...
Eu perdi a janela quando saí deste trabalho, mas os pássaros hoje vieram me lembrar que eles estão por toda a cidade, inclusive perto da minha casa.
Na Jova Rural ou em Cerqueira César as andorinhas gostam de voar ao sol do fim da tarde....

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Blog Mural: Cursos de beleza e moda ajudam a complementar renda na Jova Rural

Para ler a matéria clique aqui

A arte de ser cuzão




Cuzão é aquela pessoa que estoura com a família, mas nunca discutiu com nenhum superior no trabalho. Ele estoura com os familiares e nunca pede desculpas. Porque família que é família não desiste de ninguém, nem mesmo de um vacilão.
O cuzão tem um ataque de pelanca se seus amigos atrasam, mas não tem coragem de ir embora, e quando os amigos chegam nem imaginam que o cuzão queria ir embora porque as pessoas chegaram um pouco mais tarde.
O cuzão nunca vai ser cuzão com as pessoas que ele paga pau. Ele morre de medo que sua verdadeira personalidade venha a tona. É tão cuzão que não percebe que todo mundo já sabe que ele é um cuzão.
O cuzão admira quem não lhe dá bola, e faz de tudo para que as pessoas que gostam dele desistam, porque o cuzão não se considera merecedor de coisas boas na vida.
O cuzão manda mensagens privadas, porque se você compartilhar o que recebe, não é ele que é cuzão, é sempre o outro que estará se fazendo de vítima.
O cuzão nunca diz que não quer mais continuar, ele vai fazer o jogo do silêncio para que o outro sempre  tome a decisão que ele não tem coragem de tomar.
Um cuzão nunca vai procurar uma terapia, nunca vai tentar melhorar nada. O cuzão estará sempre tentando destruir tudo.
O cuzão sempre vai  tentar deixar as pessoas para baixo, no nível dele. Se você não aceitar suas provocações ele vai te excluir porque é um cuzão. Tirar as pessoas de sua frente lhe dá a certeza de que ele está sempre certo e que problemas não existem!

Which Grey's Anatomy Character Are You?