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quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Blog Mural: Cursos de beleza e moda ajudam a complementar renda na Jova Rural
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A arte de ser cuzão
Cuzão é aquela pessoa que estoura com a família, mas nunca discutiu com nenhum superior no trabalho. Ele estoura com os familiares e nunca pede desculpas. Porque família que é família não desiste de ninguém, nem mesmo de um vacilão.
O cuzão tem um ataque de pelanca se seus amigos atrasam, mas
não tem coragem de ir embora, e quando os amigos chegam nem imaginam que o
cuzão queria ir embora porque as pessoas chegaram um pouco mais tarde.
O cuzão nunca vai ser cuzão com as pessoas que ele paga pau.
Ele morre de medo que sua verdadeira personalidade venha a tona. É tão cuzão
que não percebe que todo mundo já sabe que ele é um cuzão.
O cuzão admira quem não lhe dá bola, e faz de tudo para que
as pessoas que gostam dele desistam, porque o cuzão não se considera merecedor
de coisas boas na vida.
O cuzão manda mensagens privadas, porque se você
compartilhar o que recebe, não é ele que é cuzão, é sempre o outro que estará
se fazendo de vítima.
O cuzão nunca diz que não quer mais continuar, ele vai fazer
o jogo do silêncio para que o outro sempre tome a decisão que ele não tem coragem de
tomar.
Um cuzão nunca vai procurar uma terapia, nunca vai tentar
melhorar nada. O cuzão estará sempre tentando destruir tudo.
O cuzão sempre vai
tentar deixar as pessoas para baixo, no nível dele. Se você não aceitar
suas provocações ele vai te excluir porque é um cuzão. Tirar as pessoas de sua
frente lhe dá a certeza de que ele está sempre certo e que problemas não
existem!
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Desenhos...
Era um domingo nublado em Cachoeira Paulista. Na calçada da Canção Nova uma mulher sentada com um menino bem pequeno. A mulher tinha um recipiente onde as pessoas colocavam esmolas. Havia um caderno aberto todo rabiscado. E o menino de costas para a mãe com uma caneta na mão fazia desenhos na parede branca, indiferente a quem deixava uma esmola, ele desenhava. Eu lembro dessa imagem e fico pensando se o desenho será a ferramenta que um dia mudará o futuro desse menino e de sua mãe...
domingo, 3 de novembro de 2013
O papel do aparelho celular como distração no transporte público
Celular é algo que nos distrai enquanto somos espremidos no transporte público. Ele nos ensina a ter equilibrio enquanto digitamos com uma mão e nos seguramos com a outra. (É o que estou fazendo agora letra por letra). Um SMS pode nos fazer sorrir, e por instantes esquecer do aperto, do trânsito e outras dificuldades. Com fones a gente põe as melhores trilhas sonoras até mesmo nas piores cenas. Nos jogos a gente imagina que está resolvendo nossos problemas com a mesma facilidade que fazemos pontos. Nadamos, voamos e saltamos na tela, enquanto nossos corpos dividem cada vez menos espaço com cada vez mais corpos...
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Coisas que nos acontecem em agências bancárias
Ontem fui em quatro agências de três bancos diferentes.
Você mal pisa no banco e já fica irritado por ter que tentar algumas vezes até conseguir efetivamente "entrar" nele. Vai pegar a senha e tem que clicar em uma das opções: correntista ou não correntista. Digite agência, conta, número do sutiã. Clique em opções e escolha qualquer uma para ao menos imprimir a senha com letras e números. Isso depois que alguém ajudou a pobre idosa que estava tremendo e enxergava mal e estava na sua frente.
Aí depois de tirar a senha você está pronto para a segunda etapa: a porta giratória. Dá saudade de quando você era criança e não tinha nada de vil metal e realmente conseguia "girar" a porta giratória. Hoje, adulto você mal chega perto e ela trava. Você tira o guarda chuva, a chave e o celular. A porta trava. Tira o porta moeda. Tira a paciência, quer tirar o sutiã de aro e a porta continua travando. O segurança pedindo para dar um passo para trás para destravar. A ajudante de avental diz que você só vai usar os papeis querendo que você guarde a bolsa, mas não tem armário disponível, mesmo que tivesse não abriria mão de entrar com livro, salgadinho e garrafa de água para suportar a espera. Três tentativas depois você passa pela porta giratória com aquela senha de letras e números e espera... A regra é se tiver só dois caixas funcionando, metade das pessoas serão idosos e gestantes.
Se vai ao caixa eletrônico tem senha de número e sílabas de acesso. Em breve vão ser palavras para formar uma chave de acesso: arerê-um-hobby-um-love-um-hobb y-com-você-ieê
Você mal pisa no banco e já fica irritado por ter que tentar algumas vezes até conseguir efetivamente "entrar" nele. Vai pegar a senha e tem que clicar em uma das opções: correntista ou não correntista. Digite agência, conta, número do sutiã. Clique em opções e escolha qualquer uma para ao menos imprimir a senha com letras e números. Isso depois que alguém ajudou a pobre idosa que estava tremendo e enxergava mal e estava na sua frente.
Aí depois de tirar a senha você está pronto para a segunda etapa: a porta giratória. Dá saudade de quando você era criança e não tinha nada de vil metal e realmente conseguia "girar" a porta giratória. Hoje, adulto você mal chega perto e ela trava. Você tira o guarda chuva, a chave e o celular. A porta trava. Tira o porta moeda. Tira a paciência, quer tirar o sutiã de aro e a porta continua travando. O segurança pedindo para dar um passo para trás para destravar. A ajudante de avental diz que você só vai usar os papeis querendo que você guarde a bolsa, mas não tem armário disponível, mesmo que tivesse não abriria mão de entrar com livro, salgadinho e garrafa de água para suportar a espera. Três tentativas depois você passa pela porta giratória com aquela senha de letras e números e espera... A regra é se tiver só dois caixas funcionando, metade das pessoas serão idosos e gestantes.
Se vai ao caixa eletrônico tem senha de número e sílabas de acesso. Em breve vão ser palavras para formar uma chave de acesso: arerê-um-hobby-um-love-um-hobb
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Andar de ônibus em dia de chuva
No meu bairro alguns pontos com cobertura foram substituídos por simples postes, com um retângulo de piso tátil perdido em uma calçada sem guia rebaixada. A cobertura faz falta.
Olhando pela janela a água acariciar a guia, a rua e a calçada. Em alguns pontos os veículos estão levantando uma cortina de água naqueles que aguardam a chegada do ônibus.
Parabrisas trabalham sem descanso do lado de fora. E do lado de dentro gotas dos guardas chuvas vão umedecendo o chão do veículo. Fazendo as pessoas se desviarem dos guarda- chuvas, uma das outras, com o máximo de educação no mínimo espaço existente entre os corpos. Não deixa de ser uma versão de "Dançando na chuva"...
Olhando pela janela a água acariciar a guia, a rua e a calçada. Em alguns pontos os veículos estão levantando uma cortina de água naqueles que aguardam a chegada do ônibus.
Parabrisas trabalham sem descanso do lado de fora. E do lado de dentro gotas dos guardas chuvas vão umedecendo o chão do veículo. Fazendo as pessoas se desviarem dos guarda- chuvas, uma das outras, com o máximo de educação no mínimo espaço existente entre os corpos. Não deixa de ser uma versão de "Dançando na chuva"...
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
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